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CONTABILISTA: EXPRESSE SUA OPINIÃO!

Por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do Portal de Contabilidade

Ao longo dos últimos anos, tenho observado que a classe contábil tem manifestado sua opinião sobre os assuntos profissionais e relacionados, tanto em blogs quanto nas mídias tradicionais.

Esta saudável manifestação trouxe à baila assuntos relevantes, não só para nossa classe como para o país, entre os quais:

  1. O envolvimento com campanhas contra a alta de impostos, como a MP 232 e Xô-CPMF, com participação direta dos CRCs, Sindicatos da Categoria e com colaboração maciça dos profissionais liberais de todo país.
  2. A discussão sobre a excessiva multiplicação de obrigações acessórias complexas, a incidência de multas de valores significativos e a desconsideração, pelas autoridades fazendárias, dos relevantes serviços executados pelos contabilistas nas apurações de tributos, controles e apoio a população carente (como mutirões para preenchimento e entrega da Declaração do Imposto de Renda – Pessoa Física).
  3. A divulgação das doações e deduções fiscais para os Fundos da Criança e do Adolescente, Fundo dos Idosos e outras possibilidades de doações incentivadas.
  4. Debates relevantes sobre a aplicação de Normas Internacionais de Contabilidade, e seu extremismo no Brasil (pequenos empreendimentos e entidades sem fins lucrativos são obrigados a cumprir as normas internacionais – em nenhuma parte do mundo existe um radicalismo tão grande com a abrangência de tais normas como no Brasil).

Mas reconheço que ainda temos que avançar. Nossa classe científica, que vive e coopera diariamente com empreendedores de todo país, deve avançar nas discussões e proposições de mudanças, tais como: reforma tributária, simplificação burocrática para os pequenos empreendimentos, redução de tributos, combate à corrupção e avanços na transparência das contas dos governos Federal, Estaduais e Municipais.

Conclamo você a escrever para o CRC de seu Estado, seu Sindicato e outras entidades que participa, meios formais (jornal, rádio, televisão, revistas) ou mesmo elaborar proposições abertas ao público (blogs) – não podemos mais ficar alheios às mudanças necessárias no Brasil, especialmente aquelas que atingem diretamente a população e aos negócios e empreendimentos sociais.

Se nos calarmos agora, nossa omissão será uma das causas da continuidade do sentimento de frustração que acomete os empreendedores e profissionais desta Nação. Afinal, somos quase 500.000 profissionais no país – temos força suficiente, temos votos, temos participações e lideranças, capacidades e visão necessária para colaborar com um Brasil livre da corrupção, dos desperdícios, da negligência com os recursos públicos e com a imposição de regras tributárias, contábeis, trabalhistas e previdenciárias absurdas, que inibem negócios e o crescimento econômico e social que tanto almejamos.