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Mais Respeito com as Ciências Contábeis e nossos Profissionais! – Parte 2

por Fernando Alves Martins 

Assistindo o Jornal da Record do dia 29/06/2016, uma reportagem me chamou a atenção:

“Quadrilha de tráfico de drogas e armas é presa no interior de São Paulo”

Fonte: http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/quadrilha-de-trafico-de-drogas-e-armas-e-presa-no-interior-de-sao-paulo-29062016

lista

A imagem acima e a expressão dada a este rascunho/anotação: “Os investigadores encontraram uma espécie de Contabilidade do Crime”.

Façamos um teste! Acessem o GOOGLE e digite a frase “contabilidade do tráfico”. Já possui até imagens de rascunhos relacionando a CONTABILIDADE.

Em 2015 escrevia meu primeiro artigo sobre o desrespeito com as tratativas dada as Ciências Contábeis “Contabilidade” Criativa?

Um ano se passou, escrevi o segundo artigo Mais Respeito com as Ciências Contábeis e Nossos Profissionais!

Como entristece ouvirmos a Mídia, por desconhecimento talvez, vir desvirtuando as Ciências Contábeis!

Entristece mais ainda, não percebermos uma ação afetiva de nossos representantes, seja os Conselhos; Sindicatos; Federações; Academia Brasileira de Ciências Contábeis; Academia de Ciências Contábeis de todos os Estados; Associações Contábeis; entre outros.

Mas também fico animado, pois vejo que lá em 2015 escrevia que “Uma andorinha só não faz verão”, e hoje vejo que já não estou sozinho nessa causa, pois já encontramos belos artigos publicados:

Profissionais Contábeis; Contadores; Contabilistas; Consultores; Professores; Palestrantes; Mestres e Doutores Contábeis; Universidades; Faculdades; Empresas de Consultoria; Desenvolvedores de Sistemas Contábeis; Sites, Portais, Blogs, Fórum; Amantes e Defensores da CONTABILIDADE, vamos nos unir e fazer como o exemplo do Srº. Sergio Fernandes Junior em seu belíssimo Artigo Contabilidade da Propina: Como assim?!:

Por fim, se os órgãos não se atentam a isto, restam aos bravos contadores que labutam diariamente nas suas próprias obrigações, sempre que possível, bradarem contra este tipo de associação, ainda que involuntária, da nossa tão amada contabilidade com qualquer prática criminosa ou ilegal. Atualmente é muito simples fazer contato com repórteres, colunistas e redatores, geralmente seus emails estão disponíveis na própria assinatura da matéria, e sempre existem meios de comunicação viáveis, quem sabe uma mera correspondência sugerindo um novo enfoque ou terminologia não seja o suficiente, ainda que de pouco em pouco, mudar este tipo de emprego do termo “contabilidade”?

E para encerrar, voltemos novamente lá em 2015 – A nova Contabilidade: “Contabilidade Criativa ou Contabilidade do Crime Organizado”:

Assim como ocorreu há um tempo com as manifestações dos médicos referente ao termo utilizado pela Mídia “corria risco de vida”, quero também como nosso colega Ismail Pereira Barbosa (Espaço do Contabilista FOLHA DO CRCPR – Ano 14 – fev/2014 – Edição nº. 75), ver a Mídia dizer simplesmente “controle do tráfico”; “anotações do tráfico”; “roubo criativo”; “jeitinho criativo” e jamais afirmar que isso é Contabilidade. 

Fernando Alves Martins é Contador. Graduado em Ciências Contábeis pela UNESPAR/FECEA – Apucarana/PR. Pós-Graduado em Gestão Financeira, Contábil e Auditoria pela INBRAPE/FECEA – Apucarana/PR e Direito Previdenciário pela Damásio Educacional S/A. – Unidade Apucarana/PR. Contador na empresa Bortolloti Ind. e Com. de Móveis Ltda. (HB Móveis). Estando entre os 05 (Cinco) inscritos e aprovados para ocupar 02 (duas) cadeiras na Academia de Ciências Contábeis do Estado do Paraná (ACCPR) no ano de 2015.

ffernandoam@brturbo.com.br

contabilidade@hbmoveis.com.br

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O Cliente Define o Preço! Será?

A fórmula do preço é tão complexa, pois ao aprender fazer de um terminado jeito, conclui-se que há outros lados para serem considerados.

Fazer contas? Pedir ao cliente? Chutar um número? Como fazer?

Nesta semana tive a grata satisfação de reencontrar um amigo com o qual havia perdido contato há mais de 30 anos. No diálogo, até o momento somente por e-mail, tivemos algumas recordações, mas chamou a minha atenção um comentário sobre o trabalho de precificação.

Segundo ele, “atualmente a fórmula do preço está no cliente, se vai aceitar o valor (preço) e pagar pelo produto”, que lançou um desafio para elaborar a fórmula que agrade os empresários.

Este amigo fez-me pensar por alguns dias, até que resolvi escrever, pois é neste processo que a reflexão se intensifica.

O primeiro passo foi compreender o verdadeiro significado da frase, ou seja, o que realmente ele desejou transmitir. Acredito que, ao ler os meus artigos e talvez outros, o amigo observou uma lacuna nas mensagens sobre o processo de precificação. Então farei uma revisão, bastante sintética, daquilo que transmito aos amigos leitores.

Definir o preço de venda é uma necessidade, pois é a forma mais prática para comercializar mercadorias e serviços.

A simples permuta quase sempre é mais difícil, então colocado o preço torna ágil a compra e/ou a venda. Receber em dinheiro permite que seja adquirido de qualquer vendedor aquilo que necessita ou deseja.

Se o preço atribuído pelo fornecedor for alto, pode levar o cliente a não identificar valor suficiente naquele bem, haverá dificuldade a sua comercialização. Mas se o preço for muito baixo, também pode haver prejuízo e dificuldade de sobrevivência da empresa.

Portanto, não é uma questão de simples conta, mas de associar outras áreas do conhecimento para atingir o objetivo final.

São três os métodos utilizados mundialmente que auxiliam na marcação do preço nos serviços e mercadorias: com base na concorrência, com base nos custos e pelo valor percebido pelo cliente.

Será que a aplicação eficaz destes três métodos atende a expectativa dos clientes e do empresário que tem a incumbência de precificar? Vamos descrever, resumidamente, um pouco cada uma dessas metodologias.

1º- Com base na concorrência: o empresário pesquisa no mercado, os bens e benefícios que estão sendo ofertados, bem como o preço praticado. Esta informação oferece um bom parâmetro para a definição do preço, mas é insuficiente para conhecer o lucro ou o prejuízo.

2º- Com base nos custos: método bastante utilizado, mas nem sempre aplicado com metodologias adequadas. Apuram-se todos os custos diretos e despesas variáveis.

Pode, ou não, incluir os custos e despesas fixas, dependendo da metodologia adotada. Por fim, atribui a margem de contribuição ou o lucro líquido para compor o preço de venda (Custos + Despesas + lucro = Preço de Venda). Este método permite conhecer o lucro, mas desconhece a disposição do mercado em pagar o preço estipulado.

3º- Valor percebido pelo cliente: através de pesquisa junto ao cliente identificam-se os valores que ele percebe em determinado bem (mercadoria ou serviço). O preço é definido com base nos valores (maiores ou menores).

Bens com grande valor percebido pelo cliente permite preço mais alto. Este método deixa o cliente mais satisfeito com o preço, mas também é insuficiente para revelar se irá ou não gerar lucro para o fornecedor.

Podemos observar que o método que mais atende as necessidades da empresa (vendedora) é o segundo (custos), enquanto o terceiro (valor percebido) é o que atende às expectativas do cliente, mas não dá para descartar o primeiro (pesquisa na concorrência), pois é preciso conhecer as ações dos concorrentes. Então, como fazer?

Não há melhor método. Observe que se utilizado os três conjuntamente poderá trazer os benefícios desejados: praticar o melhor preço, porém com a satisfação do cliente e com lucratividade para o fornecedor.

Acredito que há uma “dobradinha” capaz de colocar em prática este método: o departamento de marketing e a contabilidade de custos num trabalho conjunto.

Talvez a tríade metodologia de precificação: concorrência, custo e valor percebido, atenda a expectativa de todos, inclusive seja a fórmula pretendida pelo meu amigo reencontrado depois de muitos anos.

Desejo conhecer o entendimento dos leitores, então aguardo ansioso as manifestações acerca deste tema, pois o conceito deve ser mutável com o passar do tempo e, portanto, aperfeiçoado.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.