Artigos

É Possível Prever e Evitar a Falência Empresarial?

Por Reinaldo Luiz Lunelli*

Nestes tempos de crise econômica, é imprescindível que os gestores monitorem suas empresas, já que a queda acentuada de vendas geralmente é acompanhada de crise aguda no fluxo de caixa.

Os problemas estão ligados a rentabilidade e à liquidez, que ocasionam a deficiência econômico financeira que, por sua vez, se não for detectada e corrigida a tempo, pode levar a sociedade a falência.
Daí a importância de uma análise dos indicadores financeiros, extraídos das demonstrações contábeis levantadas pela empresa e a comparação com períodos anteriores e aos padrões de mercado.
Dois são os caminhos principais que levam à crise financeira e são conhecidos nos meios empresariais por:

Overtrading – Negociações Excessivas; e

Undertrading – Negociações Insuficientes.

OVERTRADING

Considera-se uma empresa em situação de overtrading, ou caminhando para ela quando seu movimento geral de negócios vai suplantando proporcionalmente seu capital próprio (Patrimônio Líquido).

Figurativamente, e num dizer bem popular, é uma situação onde o empresário está tentando “dar um passo maior que as pernas” e, portanto, acima das reais possibilidades da empresa.

A falência da empresa se caracteriza pelo desequilíbrio econômico financeiro. Este desequilíbrio ocorre quando o capital de giro da empresa se revela insuficiente para bancar o seu nível de atividade.

Desta forma podemos afirmar que a empresa está em “overtrade” – ou a caminho – quando os proprietários fazem a companhia carregar um peso que excede suas reais possibilidades de força ou permitem que ela “afunde” a tal ponto que dificilmente a consiga trazer a tona novamente.

O overtrade é, portanto, o estágio anterior à recuperação judicial ou falência. Se a entrada em situação de overtrading não for percebida e interrompida logo, pela adoção das medidas cabíveis, a empresa entrará brevemente em crise financeira grave, levando-a a um regime falimentar.

Indícios de desequilíbrio econômico-financeiro podem ser verificados através do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício, notadamente quando se observa o comportamento histórico dos indicadores estudados.

UNDERTRADING

Quando uma empresa tem um volume de vendas inferior ao que sua estrutura permite, encontra-se em situação de “undertrading”, isto é, com lucros menores do que poderia obter se utilizasse toda a sua capacidade e, portanto, com a rentabilidade sobre o capital, inferior do que a que lhe é possível obter.

Como se percebe, “Undertrading” é uma situação inversa a do “Overtrading”.

As causas podem ser tanto um superdimensionamento da capacidade produtiva devido, principalmente, a uma falsa estimativa de mercado, ou a uma recessão deste, ou, ainda, ao acirramento da concorrência, dentre outros. As consequências, por outro lado, são similares às do overtrading.

Conforme verificamos nas definições, os fatores mais importantes para a análise do over/undertrading são: o capital; as vendas; a rentabilidade sobre as vendas; os custos de capital e os prazos de pagamento e recebimento.

Para cada caso particular existem diversas soluções e aspectos a serem analisados de acordo com o problema específico, esteja atento para detectar e corrigir rapidamente estas situações que podem por fim a boas empresas e grandes negócios.

* Reinaldo Luiz Lunelli é contabilista, especialista em planejamento e gestão de negócios, auditor, consultor de empresas; professor universitário, autor de diversos livros e artigos de matéria contábil e tributária.

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Contabilidade

Reservas de Lucros

As reservas de lucros são as contas de reservas constituídas pela apropriação de lucros da companhia, conforme previsto no § 4º do art. 182 da Lei 6.404/76, para atender a várias finalidades, sendo sua constituição efetivada por disposição da lei ou por proposta dos órgãos da administração.

CLASSIFICAÇÃO

Pela Lei das S/A, classificam-se como reservas de lucros:

a) Reserva Legal;
b) Reserva Estatutária;
c) Reserva para Contingências;
d) Reserva de Lucros a Realizar;
e) Reserva de Lucros para Expansão;
f) Reserva de Incentivos Fiscais.

Referidas reservas devem fazer parte do Patrimônio Líquido.

LIMITAÇÃO DE SALDOS

A partir de 01.01.2008, por força por força da Lei 11.638/2007, o saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social.

Atingindo esse limite, a assembleia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos.

Para maiores detalhamentos, acesse o tópico RESERVA DE LUCROS, no Guia Contábil Online.

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Artigos

Quanto Custa o Cliente?

por Gilmar Duarte

Saber quais são os custos diretos por cliente das empresas contábeis a fim de apurar a contribuição marginal ou o lucro líquido de cada um deles é o desejo de qualquer empresário. Mas isto é possível?

A sistemática do chute ainda é, infelizmente, usada para definir o preço do honorário contábil. Ao deparar-se com a necessidade de apresentar um orçamento para num prospect (possível novo cliente), o empresário contábil percebe que não há uma fórmula segura para definir o preço.

Uma das formas adotadas é telefonar para colegas e perguntar o preço praticado para uma empresa de configuração tal, informando o ramo de atividade, o regime tributário, o número de empregados e outras informações.

Com base nisso, toma a decisão do preço ainda um tanto receoso. Friso que isto é perigoso, pois pode ser que aquele preço pode gerar lucro para o seu colegas, mas não garante que você terá lucro.

Se o prospect considera o preço bom, assina o contrato e passa a integrar a carteira de clientes. Porém, em muitos casos, o empresário contábil dificilmente saberá se este cliente está dando lucro ou prejuízo.

É impossível fazer qualquer tipo de conta que demonstre com clareza os custos se estes não forem apurados. Ou seja, é necessário utilizar parâmetros que determinem com exatidão quanto há de custo em cada cliente.

Sabemos que clientes parecidos (tamanho, regime tributário, número de funcionários etc.) não implica no mesmo custo para a prestação dos serviços. Clientes parecidos normalmente são bem diferentes em relação à organização e isto é fundamental para que o serviço seja realizado de forma rápida e segura.

Na atualidade, o tempo de execução pode ser reduzido significativamente com a automatização das tarefas implantas em softwares. O tempo é fundamental para o custeio.

Em média, o custo dos softwares é baixo, tem alta produtividade e excelente nível de acerto, já a mão obra tem custo muito superior e margem de erro elevada.

Considero indispensável a medição do tempo dos empregados quando estão atuando nas diversas tarefas dos clientes.

Esta medida pode dar a impressão de ser difícil ou necessitar da contratação de um cronometrista para atuar em tempo integral na marcação do tempo por tarefa e por cliente. Nada mais equivocado. Basta contratar um softwarehoje há vasta gama de modelos específicos para as empresas contábeis.

A cronometragem tornou-se uma tarefa simples. Na minha empresa adoto o controle do tempo desde 2010 e posso garantir que é uma ferramenta importante para contribuir na tomada de decisão.

Quanto custa o cliente? A resposta deve estar na palma da sua mão, mas exige implantar a metodologia. Não importa o modelo do software, o importante é utilizá-lo. Se você ainda não se convenceu, escreva-me para contar sua dúvida ou dificuldade.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Contabilidade

Registro de Variações Cambiais

Periodicamente, sob o regime de competência, os ativos e passivos que estão atrelados à taxa cambial devem ser reconhecidos na escrituração pelo seu valor devidamente atualizado.

A contrapartida das referidas atualizações constituem-se em despesa ou receita financeira, conforme o caso.

A Receita Federal divulga mensalmente as taxas cambiais para fins de fechamento de balanço, através de atos declaratórios executivos.

A contabilização das variações cambiais respectivas deverá ser baseadas nas taxas cambiais verificadas no fechamento do mercado de câmbio, no último dia útil de cada mês, que são também fornecidas pelo Banco Central do Brasil (www.bcb.gov.br na seção “Câmbio e Capitais Estrangeiros”/subseção “Taxas de Câmbio/Cotações”).

Nota: na atualização de direitos de créditos, devem ser utilizadas as taxas para compra, enquanto que na utilização de obrigações, devem ser utilizadas as taxas para venda.

Veja maiores detalhes no tópico Variação Cambial de Direitos e Obrigações, no Guia Contábil Online.

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Atualização Legal

ECD – Nova Versão do Programa

Foi disponibilizada a versão 3.3.8 do programa da Escrituração Contábil Digital (ECD) com a correção do problema da importação de ECD do ano-calendário 2015 que utilizaram o leiaute 3.

Fonte: Portal SPED – 24.08.2016

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Artigos

Microempreendedor Individual – Vantagens (e Desvantagens)

por Daniel Moreira

Com o objetivo de formalizar algumas atividades de trabalho e, ao mesmo tempo, fomentar contribuições previdenciárias, foi criada, em 2009, a figura do MEIs – Micro Empreendedores Individuais, na qual trabalhadores autônomos se legalizam como pequenos empresários.

Atualmente, já passam de cinco milhões de MEIs no Brasil. A ideia inicial era de simplificar e legalizar as atividades de trabalho. Contudo, da mesma forma que existe vantagens, há também algumas divergências e desafios impostos a esta classe de empreendedor.

Os MEIS estão dispensados de escrituração fiscal e contábil, além de diversas obrigações acessórias às demais empresas, mas não podem ultrapassar o faturamento de até R$ 60.000,00 por ano.

Não precisam emitir nota fiscal, exceto se a venda ou serviço for para outra pessoa jurídica, porém nem sempre pode ser vantajoso. Isso porque sem nota e sem contabilidade podem existir descontrole e falta de transparência com gastos e ganhos e, não sendo possível comprovar a renda verdadeira, trancam-se os financiamentos.

Possuem CNPJ, podendo abrir conta bancária; mas só permite a contratação de um empregado registrado. Ao se registrar no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o MEI é enquadrado no Simples Nacional e fica isento dos impostos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).

O MEI paga valor fixo mensal,  que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS, nos seguintes valores (2016):

I – R$ 44,00 (quarenta e quatro reais), a título de contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte individual;

II – R$ 1,00 (um real), a título de ICMS, caso seja contribuinte desse imposto;

III – R$ 5,00 (cinco reais), a título de ISS, caso seja contribuinte desse imposto.

Os valores são reajustados anualmente, com base no salário mínimo.

Com essas contribuições, o novo empresário passa a ter acesso à aposentadoria, ao auxílio-doença e à licença-maternidade.

Apesar de ser uma excelente opção de empreender de forma legal, o fator negativo relaciona-se ao baixo valor de faturamento permitido até R$ 60.000,00.

Mesmo com as crises econômicas, os MEIs faturam receitas superiores a R$ 5.000,00 mensais, ocasionando, assim, um desenquadramento deste regime, aumentando significativamente sua carga tributária.

O maior desafio deste empreendedor está na gestão e controle financeiro administrativo do seu negócio que, antes, era informal e, agora, mesmo que simples, deve observar o preenchimento de formulários e guias.

Além disso, deve estar atento às ferramentas que a Receita Federal dispõe para cruzar dados sobre as compras de mercadorias. Se houver declarações patrimoniais e de faturamento divergentes da realidade, pode estar sujeito a multas e crime de sonegação.

Para não correr riscos e problemas com o fisco, os MEIs devem captar apoio em escritórios de contabilidade para, de forma legal, encontrar soluções no momento de declarar seus rendimentos, patrimônio e, principalmente, sua movimentação bancária.

Ainda sob o aspecto de desafios, aprimorar a gestão é o maior deles. Instituições de apoio, por meio de pesquisas e suporte, sugerem a radiografia de gastos, a redução de despesas com energia elétrica, melhor conhecimento da concorrência e a descoberta de novos nichos de mercado.

Entre as 470 atividades permitidas, as principais são as de vendedor de roupas, cabeleireiro, pedreiro, cozinheiro de lanches e eletricista. Cerca de 59% do total têm menos de 40 anos de idade. E entre os cinco milhões de microempreendedores, 47% são mulheres.

Em relação às vantagens, a principal delas é sair da informalidade por um custo tributário razoável. Dentro do panorama de crescimento, tornar-se um MEI possibilita atender a órgãos públicos e fazer parcerias com outras empresas. Ainda conta com uma Lei formalizando as atividades de trabalho, contribuindo para previdência social, criando deveres legais e obtendo mais direitos.

Hoje, os novos MEIs são responsáveis por boa fatia da movimentação econômica do país e a simples retirada da informalidade foi um grande passo.

Daniel Moreira

Sócio-diretor da Moreski Advocacia e Consultoria Empresarial

daniel@moreskiadvocacia.com.br

http://moreskiadvocacia.com.br/blog/

Manual do MEI - Lei Complementar 128/2008. Tópicos sobre abertura, vantagens, obrigações e tributação do Micro empreendedor Individual. Linguagem acessível e de fácil entendimento! Clique aqui para mais informações.  Não desperdice seus recursos! Transforme seu negócio rentável, evitando gargalos, vazamentos financeiros e outras perdas. Técnicas e Dicas para controles eficazes na gestão de negócios, resultando em lucro empresarial!

Artigos

Empreender na Crise?

Por Júlio César Zanluca – contabilista, fundador e coordenador dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade

Henry Ford, empresário norte-americano do início do século XX obstinado por esta meta alcançou incontestável sucesso cortando custos e reduzindo o preço de venda.

Conquistou muito sucesso e dinheiro. Uma de suas frases célebres, que deve tê-lo impulsionado a atingir resultados fabulosos, resume bem seu espírito empreendedor: “eu me recuso a reconhecer que existam impossibilidades.”

Segundo meu colega e amigo Gilmar Duarte, “a impossibilidade se aloja na falta de disposição para buscar, descobrir ou desenvolver soluções para pequenos e grandes problemas.

Certamente é cômodo e seguro trilhar o caminho aberto por outras pessoas, mas quando este é tortuoso e ineficiente, aqueles que traçam novas rotas têm grandes chances de alcançar mais sucesso, inclusive financeiro.”

A resposta para atual crise nos negócios no Brasil é “empreender”, verbo que traduz a dinâmica de quem não “abaixa a cabeça” diante das cabeçadas grosseiras cometidas pelos executores da política econômica nacional (governo federal).

Já pensou em exportar? Já pensou em inovar? Lançar novos produtos? Vender ou fechar negócios ou seções que não dão retorno suficiente e investir o dinheiro em novos serviços?

Fez planejamento tributário? Passou a pente-fino custos, despesas e estruturas? Renegociou com fornecedores? Se fez tudo isso, parabéns (se não fez, comece!), porém prossiga e empreenda – afinal, se você aguentou até aqui é porque tem competência e dinamismo suficiente!

O que o empresário nacional (principalmente o pequeno e médio empreendedor) não pode fazer é desistir, neste momento tão aviltante – afinal, no meio do caos, surgem os verdadeiros líderes!

Minhas sugestões:

– Lance franquias.

– Adote ideias de novos produtos, serviços e encante o cliente.

– Valorize novas ideias de fornecedores, clientes, empregados, colaboradores, consultores – vá a pesca!

– Empreenda de forma inovadora (reinvente o negócio).

– Observe os negócios à volta – visite feiras e promoções.

– Invista em si mesmo (cursos, ideias, livros, visite outros negócios, converse com outros empreendedores, questione, reflita, ore, medite, dê uma caminhada diária para clarear a mente).

– Converse com crianças e adolescentes, eles são muito criativos! Não “pense redondo”, pense abertamente!

– Reinvente seus preços(!) – que tal rever suas políticas de preços, lucros, custos, margens e cortar as famosas “gorduras” e criar valor para seus clientes? Preço não é resultado de uma equação, mas de um valor percebido pelo seus clientes. Quanto maior este valor, maior é o valor do preço – que tal perseguir este objetivo?

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Fórum de Precificação em Londrina: uma Aula Magna!

Gilmar Duarte

Reunir estudiosos da profissão empresarial contábil e ouvir o que eles têm a dizer sobre as tendências da profissão é coisa que ninguém deveria deixar passar, especialmente os que desejam continuar em atividade.

Na semana que passou foi realizado o Fórum de Precificação de Londrina e Região e, como já esperado, foi um grande sucesso.

Diversas palestras abordaram o tema da precificação dos serviços sobre os mais diversos ângulos: valoração, critérios de precificação, ferramentas de gestão do tempo e das tarefas, preço zero e de graça, tendências da profissão e contabilidade on-line.

As experiências trazidas da Comissão de Precificação dos Serviços Contábeis (Copsec), formada por associados do Sescap/PR, do Sescon Serra Gaúcha, do Sescon/SP e do Sescap/Londrina consolidou o entendimento de que precificar os serviços contábeis deve basear-se nos três critérios: concorrência, valor percebido pelo cliente e custos.

Sim, é necessário fazer pesquisas de mercado, ou seja, conhecer o que a concorrência pratica para o posicionamento estratégico; é importantíssimo sondar o cliente para conhecer os valores que ele percebe nos serviços prestados, pois é neste método que a margem poderá mais facilmente ser maximizada; mas é indispensável fazer as contas, reconhecer corretamente cada item que compõem os custos, pois somente este método identifica se realmente haverá lucro com determinado preço praticado.

Aquele antigo método de precificação que levava em conta o número de notas fiscais, o número de empregados e o regime tributário (e depois “chutava-se” um preço, mas nunca se conhecia o lucro proporcionado) já nem é mais lembrado. Seu lugar foi ocupado pela metodologia do TEMPO. Estimar e controlar o tempo necessário para desenvolver os serviços é a melhor forma para conhecer o lucro por cliente. Portanto, é imprescindível a adoção de softwares.

As empresas desenvolvedoras de softwares demoraram para entender e atender esta necessidade, mas no evento de Londrina foram apresentadas quatro opções com o mesmo objetivo, qual seja, o perfeito controle do tempo gasto nas atividades por tarefa e por cliente. Agora falamos na gestão dos processos para as empresa contábeis.

Outro ponto importante esclarecido no evento relaciona-se às empresas on-line, que vêm entrando fortemente e aterrorizando os empresários de contabilidade. Há a forte tendência de os preços continuarem caindo em todas as atividades, inclusive na contabilidade, o que sugere dedicada atuação na redução do tempo investido, tarefa que reduz os custos e permite a prática de menores, mas lucrativos, preços aos clientes.

Foi isso o que as empresas on-line descobriram e desenvolveram: uma plataforma em nuvem executada pelo cliente, reduzindo o tempo (não há atendimento, orientação e assessoria, a menos que o cliente pague à parte).

Isto não está errado, pois oferece preço reduzidíssimo ao cliente que busca por isso, mesmo sabendo que deixará de ter ao seu lado o profissional capacitado para auxiliar na tomada das decisões em relação às melhores estratégias que atenda as exigências da legislação e a gestão do seu empreendimento.

Os empresários contábeis devem estudar esta nova forma de prestar serviços, aprender com eles a fazer marketing e a reduzir o tempo dispensado, pois isto fazem muito bem, mas corrigir as falhas, especialmente em relação à grande lacuna entre o contador on-line e o cliente.

Empresário contábil que nunca participou de um Fórum de Precificação: busque o mais próximo o mais rápido que puder, pois o know-how repassado irá contribuir significativamente para o novo posicionamento em relação às grandes mudanças que estão acontecendo com a profissão.

Não espere despreocupado, pois a contabilidade está passando por uma profunda mudança, assim como está ocorrendo em tantas outras atividades, como é o caso do Uber.

Se você não buscar agora informações para se posicionar, pode ser que depois seja tarde. É bom manter-se vigilante!

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Contabilidade, Registro

CNPJ – Nome Empresarial

O nome empresarial a ser cadastrado no CNPJ deve corresponder fielmente ao que estiver consignado no ato constitutivo da entidade, admitindo-se abreviações somente quando ultrapassar 150 (cento e cinquenta) caracteres.

A Microempresa (ME) ou a Empresa de Pequeno Porte (EPP), de que trata a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, deve solicitar sua inscrição no CNPJ acrescentando a respectiva partícula (ME ou EPP, conforme o caso) ao final do seu nome empresarial.

Deve-se juntar ao Documento Básico de Entrada (DBE) ou Protocolo de Transmissão a correspondente Declaração de Enquadramento registrada no órgão competente.

Base: anexo VIII – Tabela de Documentos e Orientações do CNPJ

Manual do Super Simples, contendo as normas do Simples Nacional - Lei Complementar 123/2006. Contém as mudanças determinadas pela LC 128/2008. Atualização garantida por 12 meses! Clique aqui para mais informações.  A Contabilidade em relação à apuração dos tributos. Análise das contas contábeis e patrimoniais e dos documentos suporte Atualização garantida por 12 meses! Clique aqui para mais informações.

Notícias e Enfoques

Quando Declarar na DIMOB a Venda de Imóvel em Construção?

A promessa de compra e venda de imóvel em construção e as cessões de direitos dela decorrentes devem ser declaradas à RFB, pela promitente vendedora (construtora), mediante preenchimento da Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB).

Se a construtora não fizer esse preenchimento no ato do negócio, que é o momento oportuno, deverá fazê-lo quando for chamada a outorgar a escritura pública, a fim de manter a correspondência entre a DIMOB (que é obrigação sua) e a DOI (que é obrigação do cartório).

Base: Solução de Consulta Disit/SRRF 6.033/2015.

Como atender as diversas obrigações impostas às empresas. Mapeamento das exigências das legislações comercial e tributária. Atualização garantida por 12 meses! Clique aqui para mais informações.  Reduza legalmente o valor de tributos pagos! Contém aspectos de planejamento fiscal e demonstrações de como fazê-lo. Pode ser utilizado por comitês de impostos como ponto de partida na análise de planejamento. Clique aqui para mais informações.