Contabilidade

Detalhes na Conciliação das Contas

Conciliação das contas contábeis é a checagem do respectivo saldo/movimentação com a realidade efetiva (saldo/movimentação real).

Assim, por exemplo, o saldo da conta “duplicatas a receber” deve ser equivalente aos registros dos valores totais a cobrar, na mesma data, constantes de relatórios do departamento financeiro da empresa.

Ao fazer a conciliação das contas patrimoniais e de resultado, atente-se para os seguintes procedimentos, entre outros itens mais comuns:

  1. A conta caixa deverá estar em conformidade com os registros do livro ou boletins de caixa.
  2. As contas bancárias e de aplicações financeiras devem estar de acordo com os extratos bancários e/ou conciliações bancárias.
  3. A conta de duplicatas a receber deve estar conciliada com o relatório de contas a receber.
  4. As contas de adiantamentos e outros créditos devem ser conciliadas no sentido de verificar pendências e serem registradas adequadamente.
  5. A conta de estoque deve estar conferindo com o total da posição do Inventário.
  6. A conta de despesas antecipadas deve estar conciliada com as planilhas de rateio e com os documentos pertinentes.
  7. Nas contas do Ativo Não Circulante: verificar se os lançamentos estão suportados por documentos hábeis e se não há lançamentos incorretos.
  8. Se Investimentos em coligadas ou controladas estão avaliados pelo método da equivalência patrimonial.
  9. As contas do Imobilizado e Intangível devem estar de acordo com os controles patrimoniais da empresa.
  10. As contas de fornecedores devem estar conciliadas com o relatório das contas a pagar.
  11. Os tributos a pagar devem coincidir com os valores efetivamente apurados e declarados.
  12. Empréstimos e financiamentos devem ser conciliados com o contrato objetivando a contabilização dos juros e das atualizações pelo período de competência.
  13. Provisão de férias e 13º salário, de acordo com relatório analítico por funcionários, fornecido pelo setor de Pessoal;
  14. As contas do Passivo Não Circulante devem ser verificadas com relação aos documentos suportes de movimentação no ano, a classificação superior a 12 meses após encerramento do balanço e planilhas subsidiárias.
  15. As contas do Patrimônio Líquido devem refletir o capital social de acordo com o contrato social e alterações, as movimentações das demais contas, inclusive lucros/prejuízos acumulados – devem coincidir com a efetiva movimentação.
  16. As receitas devem ser conciliadas com os registros de apuração do ICMS,IPI ou do ISS, para evitar lançamentos a maior ou a menor, com consequências tributárias.
  17. As despesas devem ser consistentes com relação à documentação suporte e à atividade da empresa, é importante que o Contabilista visualize, através do Razão Contábil, se não há distorções nos lançamentos contábeis das despesas ou classificação indevida.

Recomendamos a leitura das obras:

Fechamento e Elaboração de Balanço na Prática tópicos Atualizados e Exemplificados! Abrange detalhes de encerramento de balanço, ativos, passivos, demonstração de resultado, com exemplos de lançamentos, contém detalhes de tributação - Lucro Real, Presumido, Arbitrado e Simples! Clique aqui para mais informações.  A Contabilidade em relação à apuração dos tributos. Análise das contas contábeis e patrimoniais e dos documentos suporte Atualização garantida por 12 meses! Clique aqui para mais informações.

Contabilidade

Sua Contabilidade Está em Dia?

por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do Portal de Contabilidade

Para a tomada de decisões gerenciais (inclusive análise de balanço, planejamento tributário e gestão de orçamento e custos), é imprescindível que a contabilidade esteja em dia.

Por contabilidade em dia entende-se uma contabilidade com as seguintes características:

– balancetes mensais fechados até, no máximo, dia 20 do mês subsequente;

– contas contábeis devidamente conciliadas;

– complementação de informações com notas explicativas;

– registro pelo regime de competência, incluindo provisão de férias, 13º salário, contas a pagar no mês seguinte (mas devidas ou consumidas no mês), tributos (incluindo IRPJ e CSLL), apropriação de despesas (e receitas) financeiras, consumo de estoques, etc.

Como consultor empresarial nos anos anteriores à minha atual atividade, constatei que muitas vezes a “contabilidade em dia” se transformava em “contabilidade apressada”, onde tudo era feito mecanicamente e sem a devida atenção a determinadas contas, gerando distorções gritantes na demonstração do resultado e na apresentação das contas patrimoniais.

A grande deficiência da “contabilidade apressada” são os inúmeros documentos contábeis, fiscais e registros que deveriam ser contabilizados no mês (como, por exemplo, fretes sobre vendas) e o são somente por ocasião do pagamento (ocasionando o que chamamos de “regime de caixa”).

Os gestores contábeis precisam certificar-se que, no afã de cumprir prazos e metas, não deixem a qualidade da informação contábil de lado. Os erros mais comuns da “contabilidade apressada” são:

– omissão de registros de despesas e custos (como encargos financeiros, contas a pagar e comissões sobre vendas);

– má conciliação das contas (especialmente conta de clientes e fornecedores);

– registros “transitórios”, com a existência de contas absurdas, como “créditos a classificar”, “adiantamento diversos”, etc.

– falhas nos relatórios de provisão de férias, 13º salário, cálculos da remuneração de administradores, participações nos resultados, provisão para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro, entre outras.

Se o fluxo de documentos e informações da empresa ou organização é falho, resta ao contabilista propor alterações para sua agilização, fazendo, se for o caso, a devida ressalva no balancete – afinal, alertar a administração das falhas de controle é uma das tarefas que nós, contabilistas, podemos e devemos executar.

Fechamento e Elaboração de Balanço na Prática tópicos Atualizados e Exemplificados! Abrange detalhes de encerramento de balanço, ativos, passivos, demonstração de resultado, com exemplos de lançamentos, contém detalhes de tributação - Lucro Real, Presumido, Arbitrado e Simples! Clique aqui para mais informações.  Guia Prático para Avaliação e Indicadores das Demonstrações Contábeis! Aspectos Práticos e Exemplificados de Análises Financeiras. Com linguagem acessível, a obra facilita ao usuário a análise de balanços, mostrando as principais técnicas e cuidados necessários a serem tomados no momento da realização das análises.Clique aqui para mais informações.

Artigos

Como Fazer a Conciliação Bancária

A conciliação bancária consiste na comparação do saldo de uma conta bancária de movimento com uma informação externa à contabilidade (extrato bancário), de maneira que se possa ter certeza quanto à exatidão do saldo em análise, em determinada data.

É importante que, mensalmente (pelo menos), esta conciliação seja realizada, pois aproximadamente 90% ou mais das movimentações financeiras de uma empresa ocorrem através de contas bancárias.

1) Confronte os Saldos Contábeis x Extrato Bancário, numa mesma data

Após o lançamento de todas as movimentações, na contabilidade, compare o saldo desta data (normalmente o final do mês) com o saldo informado no extrato.

Havendo divergência de saldo, o valor deverá ser analisado (passo 2)

Nota: observar que o saldo inicial (tanto da contabilidade quanto do extrato) deverão “bater”. Não ocorrendo isto, a diferença precisará ser conciliada no mês (ou meses) anteriores.

2) Analise os lançamentos realizados

Verifique, lançamento a lançamento, se o mesmo foi contabilizado, e no valor correto.

Exemplo: tarifa bancária R$ 30,00 (no extrato) – lançamento na contabilidade R$ 3,00. Haverá aqui uma diferença de R$ 30,00 – R$ 3,00 = R$ 27,00.

Esta diferença deverá ser lançada contabilmente, como complemento de lançamento, na data do débito efetivo da tarifa no extrato.

3) Reconciliação

Após esgotar o passo 2, verificar se os saldos finais são coincidentes.

Caso a diferença persistir, deverá ser realizada a reconciliação, questionando-se:

– todos os lançamentos foram realizados?

– há lançamento invertido (ao invés de débito, foi realizado crédito?)

– há “pendências” (itens que aparecem no extrato, mas não foram contabilizados por se desconhecer a origem da operação)?

– há diferença de valor de lançamento (erros mais comuns são inverter valores – exemplo: ao invés de registrar R$ 89,98, registrou-se R$ 98,89 e omitir número – exemplo: ao invés de registrar R$ 159,40, registrou-se R$ 59,40 ou R$ 15,40, etc.)

Com a devida atenção, a reconciliação apontará as diferenças e “pendências”. Se tais valores forem significativos, deverão ser lançados no próprio mês. Diferenças pouco expressivas poderão ser contabilizadas no mês seguinte (lembrando-se que deve ser feito uma nova conciliação da conta, a cada mês).

Conciliações, Controles e Encerramento das Demonstrações Financeiras. Atualizado de acordo com a Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007. Abrange as principais contas contábeis e tópicos que merecem atenção especial no momento da elaboração das demonstrações financeiras. Cada conta é analisada individualmente e traz o detalhamento para a sua conciliação e os controles internos necessários. Clique aqui para mais informações. Manual Prático de Contabilidade

Mais informações

Pague em até 6x sem juros no cartão de crédito!

ComprarClique para baixar uma amostra!

Contabilidade

DIPJ e Contabilidade

No próximo dia 28/Junho/2013 vence o prazo final de entrega, sem multa, da DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica).

Todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas, sujeitas à prestação de informações na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ, deverão apresentar essa Declaração anualmente, de forma centralizada pela matriz, nos prazos fixados. Entretanto, há hipóteses de dispensa da DIPJ, como para as empresas optantes pelo Simples Nacional. Veja detalhamentos no artigo DIPJ – Dispensa de Entrega.

A contabilidade, como geradora principal das informações contábeis, é imprescindível para atendimento das normas tributárias, em especial ás que concernem à apuração do lucro tributável (lucro real) e demais informações econômicas/financeiras/patrimoniais da entidade.

Recomenda-se que, antes do envio da DIPJ, se façam conciliações das informações contábeis relativas à:

1. Compensação do Imposto de Renda na Fonte e demais contribuições sociais retidas.

2. Receitas, despesas, custos e demais ajustes, inclusive os relativos ao Regime Tributário de Transição – RTT.

3. Lucros e dividendos distribuídos.

A entrega da DIPJ com informações incorretas poderá gerar multas em decorrência da confrontação dos dados contábeis com os da declaração, especialmente em função da obrigatoriedade da Escrituração Contábil Digital – ECD.

Portanto, válido o alerta a todos os responsáveis pela elaboração, preenchimento e conciliação da DIPJ.

Manual do IRPJ lucro real atualizado e comentado. Contém Exemplos de Planejamento Tributário. Inclui exercícios práticos - Pode ser utilizado como um manual auto-didático, visando atualização profissional e treinamento na área de IRPJ LUCRO REAL. Clique aqui para mais informações. IManual do IRPJ Lucro Presumido - Atualizado e Comentado. Contém exemplos e exercícios práticos! Pode ser utilizado como um manual auto-didático, visando atualização profissional e treinamento na área de IRPJ LUCRO PRESUMIDO. Clique aqui para mais informações.

Notícias de Contabilidade

Notícias Contábeis 07.12.2010

DIVULGAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Circular Dir. Colegiada BACEN 3.516/2010 – Prorroga o prazo para a divulgação das demonstrações contábeis consolidadas, elaboradas com base no padrão contábil internacional, referentes à data-base de 31 de dezembro de 2010.
Contabilidade

Artigo: Estoques

A CONCILIAÇÃO DOS ESTOQUES

Reinaldo Luiz Lunelli*

Estoques são os valores referentes às exigências de produtos acabados, produtos em elaboração, matérias-primas, mercadorias, materiais de consumo, serviços em andamento e outros valores relacionados às atividades-fins da entidade. O termo “estoque” refere-se a todos os bens tangíveis mantidos para venda ou uso próprio no curso ordinário de negócio, bens em processo de produção para venda ou para uso próprio ou que se destinam ao consumo na produção de mercadorias para venda ou uso próprio.

Os ESTOQUES estão representados por materiais diversos, que devem estar subdivididos em contas de conformidade com a sua finalidade.

Na INDÚSTRIA – São comuns nas indústrias os estoques de matérias primas destinadas à produção, de produtos em elaboração e de produtos acabados; podem existir estoques de conjuntos a serem utilizados na produção, que podem ser fabricados por terceiros.

No COMÉRCIO – São comuns os estoques de mercadorias para revenda. Estas mercadorias estão nas lojas em pequenas quantidades. As quantidades mais significativas geralmente estão em Depósitos Fechados (não abertos ao público consumidor). Muitas empresas têm transformado esses Depósitos Fechados em lojas abertas ao público por estarem situados na periferia das grandes cidades onde os custos de locação são menores e é mais fácil o estacionamento de veículos.

Nas PRESTADORAS DE SERVIÇOS – São comuns os estoques de peças de reposição para utilização nos serviços a serem prestados.

A contabilização dos Estoques deve ser efetuada em contas apropriadas de conformidade com a função e o funcionamento de cada uma. Seguindo o conceito de liquidez, o subgrupo estoques classifica-se no Circulante, após os outros créditos.

Todavia, poderão haver casos de empresas que tenham estoques cuja realização ultrapasse o exercício seguinte, assim deve haver a reclassificação dos estoques para o Realizável a Longo Prazo, em conta à parte. Os estoques de peças de reposição também são comuns nas empresas. Quando se tratar de estoques para reposição de móveis, utensílios e instalações estes devem estar contabilizados no REALIZÁVEL DE LONGO PRAZO, dentro do grupo Ativo Não Circulante.

CONCILIAÇÃO

O saldo das contas deve conciliado mensalmente por ocasião do levantamento dos balancetes e balanços ou em períodos menores.

Eventuais diferenças devem ser regularizadas pelo menos por ocasião do levantamento de balancetes e balanços, quando então se fará o lançamento de acerto dos saldos.

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse o site Portal de Contabilidade e conheça também outros artigos e obras eletrônicas atualizáveis de matéria contábil.

* Reinaldo Luiz Lunelli é contabilista, auditor, consultor de empresas, professor universitário, autor de diversos livros de matéria contábil e tributária e membro da redação dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade.

Notícias de Contabilidade

Notícias Contábeis 18.05.2010

GUIA CONTÁBIL ON LINE
Aplicações Financeiras – Registros Contábeis
Cheques Pré-Datados ou Devolvidos – Contabilização
Aquisição de Bens do Imobilizado Através de Financiamento
GESTÃO CONTÁBIL
Custeio por Absorção
DECORE: um Documento Importante
Dicas Sobre o Processo de Escrituração Contábil
MODELOS DE DOCUMENTOS
Conciliação Bancária
Circularizações para Bancos
Parecer de Auditoria Sem Ressalva
PUBLICAÇÕES
Manual de Auditoria Interna
Micro Empreendedor Individual – MEI
Modelos de Impugnação e Recursos – Receita Federal