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Navegar na Crise, para Não Sucumbir!

Por Júlio César Zanluca – contabilista, fundador e coordenador dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade

Em minhas caminhadas pela região onde moro (Curitiba-PR), o que vejo à volta são placas com “vende-se”, “fechado” e “aluga-se”, numa proporção absurda. Sinal que, nestes tempos, quem está se dando bem são os fazedores de placas!

O empresário brasileiro é notadamente um dos mais ágeis do mundo. Já suportou hiperinflação (décadas de 80 e 90), suporta hipertributação (desde a Constituição de 1988 até hoje) e ainda tem que conviver com hiperlegislação (são milhares de normas que mudam constantemente).

E, desde 2014, enfrenta a pior recessão da história do país, causada pelo desgoverno das finanças públicas, corrupção e ineficiência da máquina governamental.

Segundo meu colega e amigo Gilmar Duarte, “a impossibilidade se aloja na falta de disposição para buscar, descobrir ou desenvolver soluções para pequenos e grandes problemas. Certamente é cômodo e seguro trilhar o caminho aberto por outras pessoas, mas quando este é tortuoso e ineficiente, aqueles que traçam novas rotas têm grandes chances de alcançar mais sucesso, inclusive financeiro.”

A resposta para atual crise nos negócios no Brasil é “empreender”, verbo que traduz a dinâmica de quem não “abaixa a cabeça” diante das cabeçadas grosseiras cometidas pelos executores da política econômica nacional (governo federal).

Já pensou em exportar? Já pensou em inovar? Lançar novos produtos? Vender ou fechar negócios ou seções que não dão retorno suficiente e investir o dinheiro em novos serviços?

Fez planejamento tributário? Passou a pente-fino custos, despesas e estruturas? Renegociou com fornecedores? Se fez tudo isso, parabéns (se não fez, comece!), porém prossiga e empreenda – afinal, se você aguentou até aqui é porque tem competência e dinamismo suficiente!

O que o empresário nacional (principalmente o pequeno e médio empreendedor) não pode fazer é desistir, neste momento tão aviltante – afinal, no meio do caos, surgem os verdadeiros líderes!

Minhas sugestões:

– Lance franquias.

– Adote ideias de novos produtos, serviços e encante o cliente.

– Valorize novas ideias de fornecedores, clientes, empregados, colaboradores, consultores – vá à pesca!

– Empreenda de forma inovadora (reinvente o negócio).

– Observe os negócios à volta – visite feiras e promoções.

– Invista em si mesmo (cursos, ideias, livros, visite outros negócios, converse com outros empreendedores, questione, reflita, ore, medite, dê uma caminhada diária para clarear a mente).

– Converse com crianças e adolescentes, eles são muito criativos! Não “pense redondo”, pense abertamente!

– Reinvente seus preços(!) – que tal rever suas políticas de preços, lucros, custos, margens e cortar as famosas “gorduras” e criar valor para seus clientes? Preço não é resultado de uma equação, mas de um valor percebido pelo seus clientes. Quanto maior este valor, maior é o valor do preço – que tal perseguir este objetivo?

– Vote e incentive a votar nos representantes que, de fato, querem o empreendedorismo na vanguarda do país. Desconfie de “soluções mágicas” ou “estatizantes”, que tanto mal fizeram à nossa Nação empreendedora.

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É chegado o momento do fim da crise financeira?

por Gilmar Duarte – via e-mail – 20.08.2018

O desânimo é grande, mas o povo brasileiro não perde a esperança, especialmente agora, o sétimo ano das “vacas magras” para alguns.

A crise financeira mundial que nos assola teve início nos EUA em 2008 quando entraram “em colapso vários dos mais renomados bancos de investimentos de Nova Iorque, maior mercado de capitais do planeta”, de acordo com Carlos Marichal no livro Nova histórias das grandes crises financeiras.

Naquele momento a economia brasileira estava relativamente arrumada e o impacto inicial foi pequeno, mas o novo governo Dilma Rousseff, em 2011, implementou várias mudanças que produziram efeitos danosos à economia, desaqueceram o mercado e levaram à drástica redução do consumo, fazendo com que as empresas experimentassem quedas no faturamento e fechamento de balanços com prejuízo.

Nesta semana, uma humilde senhora lembrou que o Brasil está no sétimo ano da crise e que, portanto, segundo a sua experiência, a partir de 2019 se iniciará uma nova era, ou seja, os sete anos das “vacas gordas”. Afirma esta senhora, que já passou dos 70 anos e viveu diversas crises, que é chegado o momento dos brasileiros desfrutarem de uma economia que crescerá.

Se a contagem dos sete anos está certa não importa, mas já foi tempo demasiado de sofrimento, empresas quebrando ou, ao menos, sendo forçadas a desaquecer a produção pela falta de compradores.

Este desaquecimento produz mais desemprego, que por sua vez faz com que o consumidor tenha ainda menos dinheiro no bolso e consequentemente compre menos, aumentando o número de empresas desativadas total ou parcialmente. A continuar, este processo levará toda a nação à ruína.

A reversão de tal processo – redução da produção, desemprego, menos consumo – é urgente e depende somente da população, quando adquirir confiança no futuro. Se surgir um líder político honesto que decida implantar um plano, não milagroso porque inexistente, mas com bases sólidas, será de grande ajuda.

Na medida em que a população acreditar e retomar o consumo as vendas aumentarão, haverá necessidade da contratação de pessoas para reaquecer as empresas, aumentará o emprego e haverá mais dinheiro no bolso para o consumo.

Não sou um incentivador do consumismo exagerado, mas na atualidade a população está demasiadamente retraída: sai menos para fazer refeições, viaja menos para visitar os parentes e amigos e até deixa de investir nela própria fazendo cursos, por exemplo.

Os 13 milhões de desempregados no Brasil precisam ao menos, comer, vestir e cuidar da saúde, recursos, normalmente, oriundos dos felizardos que ainda têm a sorte de ter um emprego.

As crises nunca vêm para ficar para sempre. Torçamos então para que a visionária senhora esteja certa e que, com a ajuda dos cidadãos, inclusive aqueles que irão governar o nosso país, seja possível colocar um ponto final nesta instabilidade financeira e econômica.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

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Não Vamos Assistir ao País Afundar na Lama!

Por Marcos Rigoni de Mello – Presidente do CRC-PR

É difícil aceitar, mas estamos vendo nosso querido Brasil afundar cada vez mais no lamaceiro criado por tantos políticos e empresários sem escrúpulos.

O pesadelo parece não ter fim. Alcançamos o grau máximo de inversão de valores a ponto de bandidos serem libertados e inocentes punidos.

E o que dizer da postura de um presidente que usa o poder para impedir o avanço de denúncia de corrupção contra si, comprando votos de parlamentares, negociando a liberação de verbas para projetos em troca de apoio. Como denunciado à Procuradoria Geral da República, é mesmo um atentado contra a moralidade.

Políticos corruptos e empresários bandidos desviaram bilhões dos cofres públicos, atrasando o desenvolvimento do país, condenando milhões de famílias à miséria, ao desemprego, à descrença; roubaram nossos sonhos, nossa dignidade e patriotismo.

A maior parte da população quer ganhar a vida honestamente. Só precisa de apoio. Espero que a população já tenha entendido que receber cesta básica, bolsa família, etc, é como viver na miséria. É muito mais digno estudar, ter um bom trabalho, ganhar a vida pelo próprio esforço, do que se vender por qualquer oferta.

Penso, às vezes, que vivemos uma situação pior do que se estivéssemos em guerra. Pelo menos, quando convocados, somos preparados para o desafio, sabendo que teremos que lutar e até morrer, se for o caso. Já, no momento, estamos sendo traídos e atacados por aqueles que deveriam nos proteger e nos conduzir à vitória. É covardia!

O dinheiro roubado da nação faz falta aos hospitais públicos, onde muitas pessoas estão morrendo pela carência de equipamentos, medicamentos, pessoal, atendimento. Se saúde é dever do Estado e o nosso governo não a proporciona, podemos dizer que ele está matando as pessoas.

Recursos desviados tiram vidas também por causa da precária segurança pública. E quantos brasileiros não deixam de se preparar para vida pela inexistência de boas escolas? Segurança e educação são igualmente deveres do Estado.

Quando estávamos ansiosos por notícias que nos trouxessem um pouco de esperança, somos surpreendidos por uma medida que só contribui para agravar as coisas: o aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre gasolina, diesel e etanol, elevando o preço dos combustíveis, com impacto desastroso sobre a combalida economia.

A alegação é que há um rombo de R$ 139 bilhões a ser coberto. Ora, se as contas não fecham – sabemos que isso não acontece somente na esfera federal, mas também nas prefeituras e estados – é por causa da imoralidade generalizada e de incompetência administrativa.

É claro que não vamos ficar de braços cruzados, apenas assistindo ao país afundar na lama. Já provamos noutras ocasiões que não somos tão pacatos assim. Vamos reagir sim! Uma de nossas armas mais potentes é o voto. No ano que vem teremos eleições novamente.

Quero aproveitar para lançar uma campanha: vamos dizer não à reeleição de vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, prefeitos, governadores e presidente da República; dizer não à eleição de representantes de famílias de políticos; evitar que política seja como as capitanias hereditárias, que passavam de pai para filho. Vamos dar oportunidade a novos candidatos; fazer da política uma atividade honrada e não uma oportunidade para se tirar proveito.

Precisamos mudar radicalmente e acreditar num país melhor para os nossos filhos e netos.

Essa é a minha opinião e a sua?

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É Possível Prever e Evitar a Falência Empresarial?

Por Reinaldo Luiz Lunelli*

Nestes tempos de crise econômica, é imprescindível que os gestores monitorem suas empresas, já que a queda acentuada de vendas geralmente é acompanhada de crise aguda no fluxo de caixa.

Os problemas estão ligados a rentabilidade e à liquidez, que ocasionam a deficiência econômico financeira que, por sua vez, se não for detectada e corrigida a tempo, pode levar a sociedade a falência.
Daí a importância de uma análise dos indicadores financeiros, extraídos das demonstrações contábeis levantadas pela empresa e a comparação com períodos anteriores e aos padrões de mercado.
Dois são os caminhos principais que levam à crise financeira e são conhecidos nos meios empresariais por:

Overtrading – Negociações Excessivas; e

Undertrading – Negociações Insuficientes.

OVERTRADING

Considera-se uma empresa em situação de overtrading, ou caminhando para ela quando seu movimento geral de negócios vai suplantando proporcionalmente seu capital próprio (Patrimônio Líquido).

Figurativamente, e num dizer bem popular, é uma situação onde o empresário está tentando “dar um passo maior que as pernas” e, portanto, acima das reais possibilidades da empresa.

A falência da empresa se caracteriza pelo desequilíbrio econômico financeiro. Este desequilíbrio ocorre quando o capital de giro da empresa se revela insuficiente para bancar o seu nível de atividade.

Desta forma podemos afirmar que a empresa está em “overtrade” – ou a caminho – quando os proprietários fazem a companhia carregar um peso que excede suas reais possibilidades de força ou permitem que ela “afunde” a tal ponto que dificilmente a consiga trazer a tona novamente.

O overtrade é, portanto, o estágio anterior à recuperação judicial ou falência. Se a entrada em situação de overtrading não for percebida e interrompida logo, pela adoção das medidas cabíveis, a empresa entrará brevemente em crise financeira grave, levando-a a um regime falimentar.

Indícios de desequilíbrio econômico-financeiro podem ser verificados através do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício, notadamente quando se observa o comportamento histórico dos indicadores estudados.

UNDERTRADING

Quando uma empresa tem um volume de vendas inferior ao que sua estrutura permite, encontra-se em situação de “undertrading”, isto é, com lucros menores do que poderia obter se utilizasse toda a sua capacidade e, portanto, com a rentabilidade sobre o capital, inferior do que a que lhe é possível obter.

Como se percebe, “Undertrading” é uma situação inversa a do “Overtrading”.

As causas podem ser tanto um superdimensionamento da capacidade produtiva devido, principalmente, a uma falsa estimativa de mercado, ou a uma recessão deste, ou, ainda, ao acirramento da concorrência, dentre outros. As consequências, por outro lado, são similares às do overtrading.

Conforme verificamos nas definições, os fatores mais importantes para a análise do over/undertrading são: o capital; as vendas; a rentabilidade sobre as vendas; os custos de capital e os prazos de pagamento e recebimento.

Para cada caso particular existem diversas soluções e aspectos a serem analisados de acordo com o problema específico, esteja atento para detectar e corrigir rapidamente estas situações que podem por fim a boas empresas e grandes negócios.

* Reinaldo Luiz Lunelli é contabilista, especialista em planejamento e gestão de negócios, auditor, consultor de empresas; professor universitário, autor de diversos livros e artigos de matéria contábil e tributária.

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Doutor, Como Está a Saúde da Empresa?

Esta é a pergunta que os “médicos especialistas de empresas” mais têm respondido neste ano, pois é grande a dúvida quanto à superação do quadro infeccioso que contamina o ambiente nacional.

Ver um jovem com a saúde seriamente comprometida é frustrante para familiares e amigos, pois é mais fácil aceitar que o fim está próximo quando alguém já viveu bastante.

Uns afirmam que ele tem “saúde de leão” e nunca desanimou em outras situações difíceis, razão pela qual há grande possibilidade de vencer mais esta crise que assola a sociedade. É sabido que da mesma forma que este jovem padece, muitos outros, e também alguns não tão jovens, sofrem do mesmo mal.

O “médico” destes pacientes, a quem chamamos de clientes, são os contadores, profissionais habilidosos para detectar, por meio de inúmeros exames, as causas e as possibilidades de tratamento para a recuperação de quem sofre a agonia provocada pela péssima gestão das políticas públicas.

A raiz do problema que afetou grande parcela das empresas brasileiras é a corrupção disseminada e dissimulada das pessoas eleitas por nós, ou seja, os políticos. É claro que outros cidadãos que não elegemos fizeram coro na desmoralização, caso de empresários inescrupulosos e sedentos por altos lucros a qualquer preço, além de pessoas comuns que exigem cargos (na maioria das vezes para montar um esquema de desfalques) tais como auxiliar de gabinete, diretores e presidentes de estatais e tantos outros que talvez desconheçamos.

É importante conhecer os motivos que levam inúmeras empresas à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pois contribui para viabilizar o tratamento. Por que nem todas tem o mesmo destino se são impactadas pelas mesmas politicas?

Assim como acontece com a humanidade, sabemos que alguns têm melhor resistência por diversos motivos. Posso citar três:

  • A empresa é mais enxuta;
  • Fez reservas nas fases boas e tem recursos para enfrentar melhor as dificuldades (“tem gordura para queimar”);
  • Percebeu a crise mais cedo e tomou decisões mais rapidamente.

Os “doutores de empresas”, ou seja, os contadores, têm mais uma oportunidade para ajudar a nação. Com uso do “raio-x”, o balanço patrimonial e demais peças, será possível indicar o melhor tratamento para salvar o paciente: reduzir custos, desfazer-se de algum patrimônio (casa no rio, apartamento na praia, carrões etc.) e investir o recurso na produção ou em outra situação indicada pelo estudo.

Não permita que o jovem Brasil morra pela má gestão de algumas pessoas. Busque auxílio.

Contador, seja proativo, ofereça o seu auxílio ao cliente. Cliente, chame o seu “médico especialista” na dor que mais tem-lhe agonizado. Esta poderá ser a parceria salvadora.

Além de combater o mal que assola a sua empresa, invista tempo e estude como agem as pessoas que elegemos e se não correspondeu aos seus anseios anote o nome para nunca mais votar nelas.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.Gilmar-Duarte

Artigos, Governo

Inovação para Sobreviver

O Brasil passa por um profundo momento de crise na economia devido aos gravíssimos problemas que resumo tratar-se da falta de credibilidade nas ações do governo. Como ficam os empresários?

Sabemos que desmandos e corrupção não é coisa inventada pelos atuais governantes brasileiros, mas sempre aconteceu.

Algumas vezes de forma mais discretas e outras tão aberrantes e sem qualquer pudor como atualmente na nação verde e amarelo.

Aos que ainda não leram sugiro conhecer O Príncipe, livro escrito pelo filósofo Nicolau Maquiavel na Idade Média. Ele detalhou a verdade da ação política e observa-se que o Lula tem grande similaridade nos discursos que conduz a cabresto parcela da população.

Mas como fica a situação dos empresários numa economia desgovernada, portanto sem saber onde chegará?

Os grandes empresários com maior poder econômico poderão optar por direcionar seus investimentos para outros países, mas a maioria de nós não tem esta mesma facilidade e então é o momento de pensar.

Pensar não significa colocar a cabeça no travesseiro, mas justamente o oposto, ou seja, reunir os profissionais e analisar tudo o que acontece é identificar o melhor reposicionamento para que sofra menos com a crise, ou melhor, se há oportunidades no meio desta confusão.

Oportunidade, talvez seja esta a palavra chave. Para refletir tomemos como exemplo um time de futebol que esteja “redondinho”, mas uma crise o assola: o principal atleta se contunde.

Crise, sim o time entra em crise, mas poderá ser a grande oportunidade para alguém, o seu reserva, que se estiver preparado e souber aproveitar o momento poderá se firmar e conquistar a sonhada vaga. A crise foi ruim para ele?

As empresas estão sem dinheiro, muitos profissionais serão demitidos e as vendas caíram. Empresários que não desejam quebrar necessitam de alguém que possa ser o guia neste período de trevas.

É nestes momentos que bons consultores ganharão novos contratos, investidores terão inúmeras opções, empresários poderão recrutar profissionais qualificados etc., mas cuidado, pois existem profetas falsos.

Este é sim um momento de reduzir custos desnecessários, mas muito mais que isto é aproveitar melhor a estrutura existente, lançar novos desafios aos colaboradores, oferecer algo a mais ao cliente, abrir os olhos para ver coisas que passavam despercebidas.

Chamo a atenção dos senhores empresários para um profissional de grande conhecimento que todas as empresas possuem e normalmente a preço baixo em relação ao custo benefício.

Refiro-me ao contador. Estes profissionais têm investido muito na capacitação, então sugiro que experimente chamá-lo para uma reunião e expor suas dificuldades e certamente se surpreenderá com a postura e conhecimento.

Somente para ilustrar informo que neste final de semana participei de um evento que formou 200 contabilistas em consultoria e gestão de empresas.

Inove ao solicitar apoio de quem conhece muito a sua empresa e portanto será desnecessário investir horas para o novo consultor compreender o funcionamento dela. Faça esta experiência e depois compartilhe os resultados. Santo de casa faz milagres se for invocado!

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

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A Fúria do Governo Federal

(por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do site Portal de Contabilidade)

“Nunca na história deste país” tantos roubaram tanto. Ao invés de admitir erros, combater a corrupção, consertar a economia e incentivar a produção, o trabalho e a produtividade, o que o (des) Governo Federal faz? Aumenta tributos!

A tabela do IRF, cuja correção foi tão comemorada na semana passada, não passa de um engodo: a inflação de 6,5% foi repassada apenas às primeiras faixas de tributação, enquanto que as demais faixas foram corrigidas abaixo do índice oficial. Mais imposto a pagar!

O IPI dos veículos já está mais alto, desde janeiro.

Elevação do IOF para financiamento de pessoas físicas, de 1,5% ao ano para 3% ao ano (Decreto 8.392/2015) – ou seja, quem precisar de empréstimo vai financiar os gastos absurdos no (novo?) governo.

Exportadores terão benefícios cortados em 66% do Reintegra – Decreto 8.415/2015.

A desoneração da folha quase acabou, quando a Medida Provisória 669/2015 elevou em 150% a contribuição sobre o faturamento. Porém, num ato inédito, o Legislativo repudiou este massacre (será um sinal de esperança num país onde o Legislativo se curva servilmente ao Executivo?).

Elevação da CIDE e PIS/COFINS sobre combustíveis: Decreto 8.395/2015. O combustível, no Brasil, já é um dos mais caros no mundo, porque será? Sabemos a resposta: supertributação e lucro exagerado para “cobrir” os rombos da corrupção na Petrobrás…

Majoração da alíquota do PIS e COFINS sobre importação: Medida Provisória 668/2015.

Equiparação dos atacadistas de cosméticos ao industrial, para fins de IPI (com consequente tributação sobre a margem de lucro): Decreto 8.393/2015.

Porque não cortam os atuais 39 ministérios para 7 ou 8, e mandam embora milhares de “companheiros” comissionados? Porque não baixam os juros e assim economizam bilhões em despesas? Porque não param de investir em obras astronômicas do PAC e priorizam obras críticas de infra estrutura (como geração de energia e estradas para escoamento da produção agrícola)?

Porque não param de despejar dinheiro nas ONGs fajutas dos ditos “movimentos sociais”, que formam terroristas para bloquear estradas e intimidar a população sob o manto vermelho da “liberdade”?

Porque não cortam despesas (não apenas superficialmente, como estão fazendo, tentando enganar os brasileiros) e poupam, reduzindo desperdícios na péssima gestão das finanças públicas federais?

Sabemos as respostas e os caminhos. As manifestações dos brasileiros tomaram as ruas. Cabe pressionar mais, e engajar todos os contabilistas na tarefa de dar um “basta” ao descalabro financeiro que vivemos. Afinal, a classe contábil é uma das mais categorizadas para opinar sobre finanças, mas não menos apta a expressar-se politicamente.

Contabilista: sua posição influenciará o Brasil. Seja neutro (cale-se) e então concordará com os descalabros citados – afinal, quem cala consente! Basta à impunidade, à corrupção, aos desmandos, ao mau uso do dinheiro público, ao excesso de tributos, à complexidade burocrática, às altas taxas de juros. Manifeste-se!

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