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Benefícios da capacitação profissional

por Gilmar Duarte – via e-mail – 19.11.2018

Qualificação e capacitação profissional parecem ser a mesma coisa, mas são diferentes. Na qualificação, raramente a empresa contribui, pois o indivíduo faz a opção quando é jovem, mas poderá investir na capacitação.

A QUALIFICAÇÃO profissional compreende a base do conhecimento para a pessoa se preparar para exercer uma profissão, como o curso de contabilidade para o contador, engenharia para o engenheiro, pedagogia para o professor, medicina para o médico, direito para o advogado e assim por diante.

Portanto, se trata do aprendizado especifico para determinada profissão que o permita inserir-se no mercado de trabalho e ganhar o seu sustento e dos familiares, ou, ainda, aos que têm objetivos maiores, para fazer algo que contribuam na melhoria do mundo. Sendo assim, a escolha da qualificação profissional deve nascer com a análise das necessidades da sociedade e, hoje, mais do que nunca, em função da velocidade da evolução, pois quando formado, a profissão poderá já não mais existir.

Por outro lado, a CAPACITAÇÃO fomenta o crescimento constante, focado no aprimoramento e  na evolução das habilidades e capacidades técnicas, emocionais e comportamentais. Desta forma, normalmente esta etapa vem após a qualificação e são empregados períodos de tempo mais curtos da vida, periodicamente, devem ser retomadas. É possível afirmar que a capacitação objetiva o desenvolvimento, com competência, da qualificação profissional escolhida.

Entidades como as associações empresariais, associações culturais e profissionais, empresas privadas, escolas profissionais, entre outras, fazem um papel importante na capacitação e assim, completam as carências existentes na formação profissional básica. Por definição, nada mais é que convocar funcionários comuns e por meio de cursos, workshops, palestras e afins, contribuir para que adquiram maior qualificação, uma vez que além de ser importante para o empregado, traz inúmeros benefícios  para a empresa, conforme listados no final deste artigo.

As empresas buscam constantemente a redução de custos, portanto preferem contratar profissionais já formados para evitar gastos (muitas empresas consideram investimentos) com a preparação. Contudo, tal prática poderá ser sinônimo de gastos maiores pelo profissional pronto, ou ainda, sua disponibilidade seja decorrente de inaptidão.

Em contrapartida, ao treinar o colaborador, é possível que ele aspire  à um aumento salarial ou procure outra empresa que o remunere melhor. Pode parecer estranho, já que foi a sua empresa que investiu no treinamento para que estivesse apto para aquela função, mas se a produção aumentou, faz-se necessário seu reconhecimento. Bom ou ruim, sabe-se que são estas as regras do jogo no mercado capitalista da oferta e procura.

Os benefícios do investimento em capacitação são muitos, tanto para o empregado, como para a empresa. Vejam alguns que já justificam tomar a decisão de investir em seus colaboradores:

  • Profissional mais capacitado para desenvolver as tarefas;
  • Uso mais racional dos materiais e/ou recursos;
  • Ambiente de trabalho mais prazeroso, pois o profissional se sente valorizado;
  • Aumento da produtividade e consequentemente do lucro;
  • Profissionais mais dedicados, atentos e motivados;
  • Retenção de talentos.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

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Ponto de Equilíbrio: Funcionários/ Faturamento

Por Gilmar Duarte

O empresário deseja de saber se o número de funcionários está equilibrado com o faturamento (volume de serviço) da empresa. O meio empresarial contábil tem a mesma dúvida. É possível respondê-la?

No início do século XX, Henry Ford demonstrou a sua habilidade como empresário na indústria automobilística. Ele conseguiu produzir muito mais que os seus concorrentes, pois inovou com a linha de produção.

Ford necessitava de menos empregados que seus competidores, portanto tinha menor custo e ofertava carros por preço inferior. Enganam-se os que pensam que a margem de lucro era menor. Ford foi um dos homens mais ricos do seu tempo.

Peter Drucker (1934 – 2005), pai da administração moderna, disse que “não se gerencia o que não se pode medir”, frase de profunda reflexão e que tem me motivado constantemente a desejar e a buscar melhorias no desenvolvimento das tarefas.

Como poderia um atleta maratonista almejar ser o número 1 do mundo sem conhecer os tempos dos seus concorrentes? De posse das informações certas todos podem planejar e aprimorar a forma de trabalho visando ao melhor rendimento, dia após dia.

Os empresários de serviços de contabilidade trocam experiências com seus colegas para descobrir se o número de funcionários que possuem é compatível com o faturamento, buscando saber qual é a receita bruta do colega e o número de colaboradores.

Estas informações permitem-lhes fazer a conta e descobrir se é mais ou menos produtivo. Para exemplificar: o concorrente tem faturamento de R$ 70 mil com 10 empregados. Ou seja, cada colaborador gera R$ 7 mil de receita bruta.

Se na minha empresa o faturamento é R$ 96 mil com 16 funcionários, então a receita por colaborador é de R$ 6 mil (96.000,00 / 16). Isto quer dizer que minha empresa é menos produtiva.

Ao dividir o faturamento por R$ 7 mil, que é o número fornecido pelo concorrente, descubro que tenho ao menos dois funcionários excedentes (R$ 96.000,00 / R$ 7.000,00 = 13,7). Esta é uma conta válida, certamente, mas é necessário conhecer a média de faturamento por colaborador dentro do seu ramo de atividade.

Outra conta possível de ser feita sem a necessidade de conhecer dados dos concorrentes, nem sempre fáceis e confiáveis, tem por base três informações extraídas de dentro da sua própria empresa: número de horas para a venda por colaborador, preço de venda da hora e faturamento bruto médio. A seguir detalharei cada um destes componentes.

Número de horas para a venda por colaborador: o ideal é que haja controle de interno de quantas horas cada colaborador vende mensalmente. Quem ainda não possui esta informação pode fazer o cálculo considerando que, em média, um colaborador produz de 140 a 160 horas por mês. Nos meus livros, que podem ser encontrados em http://www.portaldecontabilidade.com.br/obras.htm, a explicação é detalhada.

Para fazer este exercício proponho trabalharmos com 150 horas por colaborador. Neste exemplo vamos considerar 6 colaboradores, então (6 x 150 horas) serão 900 horas por mês.

Preço de venda da hora: de forma bastante simplifica some todas as despesas fixas, inclusive a depreciação e a folha de pagamento (salários, outros benefícios e encargos sociais).

Agora some os percentuais de impostos e outras despesas variáveis incidentes sobre o faturamento e adicione o percentual de lucro líquido desejado. Depois é só fazer a conta do preço de venda da hora. Para exemplificar:

                Despesas fixas + Folha de pagamento           R$ 30.000,00

                Custo da hora (R$ 30.000,00 / 900 horas)     R$ 33,33

                Impostos s/ o faturamento                                  10%

                Outras despesas variáveis                                   5%

                Lucro líquido desejado                                       30%

                Soma                                                                       45%

                Mark-up = 100% / (100% – 45%) = 1,82

                Preço de venda da hora (R$ 33,33 * 1,82)     R$ 60,66

Faturamento médio: para encontrar o faturamento médio totalize a receita bruta (honorários fixos e as receitas de serviços acessórios) de um ano e divida por 12 meses. Consideremos que o resultado tenha sido R$ 45 mil.

De posse destas informações fica muito fácil concluir a tarefa:

Faturamento bruto médio                                          R$ 45.000,00

Preço de venda da hora                                            R$ 60,66

Horas devidas (R$ 45.000,00 / R$ 60,66)                        742

Horas disponíveis para a venda                                       900

Ociosidade em horas                                                       158

Conclusão: há 18% de ociosidade (158 / 900), ou seja, é possível aumentar o faturamento em R$ 10.000,00 (158 horas de ociosidade x R$ 60,66, que é o preço de venda) sem mexer na estrutura de custos, ou reduzir um funcionário. Talvez não haja excesso de pessoal, mas honorários mal dimensionados ou, ainda, serviços acessórios prestados e não cobrados.

Aproveite e calcule você também. Substitua os números acima pelas informações da sua empresa e verifique se o faturamento está compatível com o número de colaboradores e os custos. Comente o percentual de ociosidade, se houver.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

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O que Acontece com os Preços?

Acontece em quase todos os ramos de atividade: concorrentes que fazem “loucuras” na prática de preços que fica a dúvida se eles descobriram um novo método para praticar preços tão baixos, com lucro, ou se irão quebrar.

Sabemos que a adoção de preços baixíssimos, muitas vezes com prejuízo, é uma ação de marketing para chamar a atenção dos clientes, e deve ser criteriosamente calculada para que não seja o fim daquele negócio.

Um exemplo são os supermercados, que fazem campanhas de determinados produtos (observe que não são todos os itens existentes na loja, apenas alguns, que talvez representem 1% ou 2% do total).

Solitária, esta ação gera prejuízo (investimento) para levar o cliente até o estabelecimento. No entanto, o cliente normalmente comprará outras mercadorias com margem de lucro positiva. A expectativa, portanto, é de que o prejuízo seja compensado e ainda reste lucro.

Há quem deseje produtos com alta qualidade sem importar em pagar preços bem mais elevados. Mas a grande maioria é formada por consumidores que gostam de qualidade, mas facilmente abre mão dela, consciente ou não, para pagar preço muito baixo.

Sendo assim, é necessário esforço para produzir mais com menos para também ofertar aos clientes o máximo pelo menor preço, desde que resulte lucro, ao menos no global.

Nos tempos atuais é preciso estar bastante atento para oferecer serviços e mercadorias inovadoras com preço acessível, pois, do contrário, os clientes poderão fugir.

Constantemente é necessário se reinventar, ou melhor, repensar a forma e as ferramentas utilizadas para executar as tarefas, pois o tempo consumido pode fazer toda a diferença para reduzir o preço e manter a lucratividade.

Imagine um agricultor que, por falta de conhecimento ou de recursos financeiros, ainda vira a terra com arado puxado por boi, semeia com o lance manual, carpe as ervas daninhas com enxada e a colheita é manual. Será que ele terá alta produção e preço competitivo?

Nas demais atividades é a mesma coisa. Uma ferramenta pode não ter mais alta produção, dada a evolução que tem sido extremamente veloz.

Um software pode ter sido desenvolvido há poucos dias e o nosso concorrente, mais atento, o conheceu e já o aplicou em sua empresa, reduzindo em 10% ou 20% o tempo para desenvolver uma tarefa. Desta forma ele pode ter maximizado o lucro ou optado por reduzir o preço ao cliente para conquistar maior parcela do mercado.

Uma indústria de automóvel, por exemplo, tem em seus custos a matéria-prima, mas certamente o peso da mão de obra (empregados) é significativo, então a vigilância constante por novas técnicas é imprescindível.

Nos mais de 200 artigos que já publiquei, bem como nos dois livros de minha autoria – Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços – detalhei de forma simples, mas completa, os procedimentos para calcular os custos dos serviços e o preço sugerido para obtenção do lucro. Vou tentar resumi-los em poucas palavras, tendo como referência empresas puramente prestadoras de serviços.

Inicie com a apuração dos custos dos seus colaboradores (salário, outros benefícios, encargos sociais e trabalhistas), some com os custos fixos (aluguel, condomínio, energia elétrica, telefone, material de expediente e manutenção, softwares, despesas com veículos, depreciação etc.) e divida pela quantidade de horas disponíveis para a venda (número de funcionários que prestam serviços multiplicado pelo número de horas média – varia de empresa para empresa, mas pode ficar entre 140 e 170 horas por mês para cada colaborador).

O resultado é o custo da hora vendida.

Para chegar ao preço de venda sugerido é necessário acrescentar as despesas de comercialização e o lucro.

Então encontre os percentuais com impostos sobre as vendas, comissão etc. Adotaremos 12% e mais 15% de lucro líquido.

Para encontrar o mark-up deduza este somatório de 100% (100% – 12% – 15% = 73% ou 0,73). Portanto o mark-up divisor é 0,73 ou, se preferir, adote o mark-up multiplicador (1/0,73 = 1,3699), que é mais amigável para fazer contas.

Para exemplificar considere os seguintes números:

  • A – 10.000,00 Despesas fixas
  • B – 15.000,00 Salários e demais custos da folha de pagamento
  • C – 5 funcionários que trabalham 44 horas semanais
  • D – Cada colaborador vende 150 horas por mês
  • E – 12% Impostos sobre vendas e comissão
  • F – 15% Lucro líquido desejado
  • G = 50 horas para executar o serviço

Custo da Hora Vendida = (A + B) / (C x D)

Custo da Hora Vendida = (10.000,00 + 15.000,00) / (5 x 150) = 33,33

Preço = Custo da Hora Vendida  x (1/(1 – (E + F))) x G

Preço = 33,33 x (1/(1 – (12% + 15%) x 50

Preço = 33,33 x 1,3699 x 50 = R$ 2.283,10

Este é o método para calcular o PREÇO SUGERIDO DE VENDA, o que não garante que o cliente esteja disposto a pagá-lo, pois levará em consideração as condições propostas pelo mercado.

Portanto, se o preço ficou alto, talvez seja o caso de rever os custos envolvidos, o lucro atribuído ou outros ingredientes que instiguem o cliente a perceber maior valor no seu produto ou serviço.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Gilmar-Duarte

Notícias de Contabilidade

Notícias Contábeis 06.09.11

AUTENTICAÇÃO DE LIVROS
Ofício Circular DNRC 383/2011 – Sobrecarga do serviço de autenticação de livros digitais das Juntas Comerciais.
EXAME DE SUFICIÊNCIA
Prazo de Inscrições para Exame de Suficiência foi Prorrogado para 08 de Setembro – Agora os estudantes do último ano do curso de contabilidade também poderão realizar a prova.