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Mude o seu mindset e conquiste novos clientes para o seu Escritório de Contabilidade!

Fernando Pigatti – via e-mail 03.12.2018

Na busca incessante por mais clientes para o seu escritório de contabilidade, um dos primeiros passos é procurar por técnicas e estratégias de marketing que viabilizem esse objetivo o mais rápido possível. E, seja ao navegar pela internet, abrir seus e-mails ou acessar as mídias sociais, logo é possível encontrar uma infinidade de treinamentos, palestras e receitas para alavancar as vendas do seu negócio.

Muitos desses métodos, aliás, se dizem milagrosos e, até que sejam contrariados, parecem muito bons. Inclusive, eu tenho certeza que, se bem aplicados, alguns podem realmente trazer resultados significativos. Mas aí é que está o verdadeiro segredo desse conhecimento: saber como aplicar e executar aquilo que foi aprendido, principalmente em uma empresa contábil. E eu posso te afirmar que a tarefa não é nada fácil!

Por isso, gosto de fazer alguns questionamentos: por que você precisa conquistar mais clientes? Qual é o objetivo disso? Seria só para aumentar o faturamento e ter mais lucro?

Certa vez, eu estava almoçando com colegas de profissão e o que eu mais ouvi foram as seguintes indagações: como aumentar o faturamento? Como ganhar mais dinheiro? Como ter mais lucro?

Passei um bom tempo pensando no que me faz levantar cedo todas as manhãs e ter muita disposição e entusiasmo para mais um dia de trabalho. E cheguei à conclusão que não é apenas sobre ter mais lucro ou ganhar mais dinheiro. Esse, com certeza, não é o caminho do sucesso e da conquista de novos clientes para um escritório de contabilidade. Quer saber por quê?

Ninguém procura a sua empresa para te dar mais dinheiro. Por isso, não adiantam de nada diversas ações de divulgação, campanhas de marketing incríveis e um alto investimento em mídia se o seu negócio não tem um propósito. Se ele não tem alma.

Então, qual é o propósito da sua existência? O que a sua empresa traz de bom para o mundo e para as pessoas? Eu sei que é difícil enxergar dessa forma, enquanto uma série de contas a pagar se acumulam, mas é a realidade. Quando você modificar o seu mindset – ou a sua maneira de pensar – e, finalmente, transformar o seu escritório, todas as ações de marketing, mesmo que mínimas, vão dar muito mais resultados.

No entanto, dentro de todo esse universo de mudanças, não adianta apenas o líder se reprogramar. Toda a equipe precisa estar alinhada com os superiores. Para isso, conquiste os seus funcionários, faça eles vestirem a camisa e entenderem a verdadeira razão da existência da empresa. Mostre no que eles realmente trabalham, e no bem que esses colaboradores fazem aos seus clientes. Aí, sim, você pode focar no marketing do escritório contábil com a certeza de que as suas ações terão o dobro de retorno.

Quando isso acontecer, não esqueça de compartilhar comigo as suas ações e os resultados!

ESCRITO POR: Fernando Pigatti 

Líder na Pigatti Contabilidade. Ajudando os donos de negócios no Brasil!


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Artigos

Decisões bem tomadas, negócios bem geridos

por Gilmar Duarte, via-email, 03.12.2018

Levantar e entender os números, debater possíveis soluções, vender suas ideias e planejar o futuro são etapas indispensáveis para a boa saúde dos negócios, mas a tomada de decisão é o que faz acontecer de fato.

            O bom desempenho de qualquer atividade depende de organização, o que demanda um líder à altura dos desafios, ou seja, aquela pessoa indispensável e responsável por conduzir, cobrar e motivar a equipe. Há líderes que, por vezes confundido com o chefe, encarregado, supervisor, patrão, presidente ou qualquer outro título, nem sempre têm características de liderança, agindo tão somente para “cumprir tabela” do cargo e poder que lhes foram outorgados. Algumas características são básicas ao líder que deseja conduzir a equipe aos resultados esperados, sendo que honestidade é determinante. De nada adianta as demais sem a confiança daqueles que deverão segui-lo.

            Exemplo disso – alguns péssimos, aliás! – temos na política: “no mundo atual, o principal objetivo de muitos políticos é permanecer no poder. Para isso, fazem o que é necessário – mesmo muitas decisões que tomam indo contra a própria consciência ou seu sistema de valores ou princípios”, diz Oscar Arias Sanches, presidente da Costa Rica no livro “Os 100 maiores visionários do século XX” (pg. 312). Esse tipo de pessoa engana até determinado momento, mas a farsa virá à tona, como ocorreu em inúmeros casos que já testemunhamos.

            Retornemos ao mundo empresarial privado, foco deste artigo que pretende demonstrar a importância do líder para o crescimento do empreendimento, a geração de empregos, a arrecadação de tributos (necessários para viabilizar segurança, saúde e educação), a lucratividade para novos investimentos e a justa distribuição aos investidores.

A tomada de decisão é o processo responsável pela escolha da melhor solução para um problema ou oportunidade. Dependendo do contexto, este processo pode ser difícil e uma vez feito terá consequências positivas ou negativas.

            José Roberto Marques publicou em seu blog, JRM, os cinco tipos de tomadas de decisão que um gestor precisa estar pronto para assumir. Estas etapas fundamentais seguem resumidas aos meus leitores, mas recomendo a leitura do artigo completo no link https://www.jrmcoaching.com.br/blog/5-tipos-de-tomada-de-decisao-que-todo-gestor-precisa-estar-pronto-para-fazer/.

Segundo Marques, as decisões sempre são embasadas em alguma convicção: instinto, crenças, valores ou intuições. As crenças podem ser subconscientes ou conscientes. Veja como são e aproveite para fazer a sua autocrítica. Se considerar estar fragilizado sugiro investir no aprimoramento. Os resultados trazem mais união da equipe e, consequentemente, resultados superiores:

  • Instinto – nasce conosco, normalmente são impensadas e tem grandes chances de dar errado;
  • Crenças subconscientes – experiências acumuladas desde a infância; são baseadas em paradigmas que acreditamos, mas esta decisão também não é racional;
  • Crenças conscientes – são guiadas pela reflexão, desta forma há espaço para a análise da situação a fim de entender e refletir sobre o futuro;
  • Valores do líder – aquilo que acredita ser certo, portanto dependerá da formação do caráter do indivíduo e principalmente dos seus objetivos para aquele momento. As decisões podem ser tomadas de forma íntegra, coerente e justa, mas também o contrário: decisões parciais, que privilegiam mais ao próprio chefe do que à equipe;
  • Intuições – decisão que não pode ser definida como consciente ou inconsciente, mas em algo que na maioria das vezes é inexplicável.

Com base numa destas cinco formas de agir é que o líder toma a decisão do plano de trabalho que será colocado em ação. É um momento de grande responsabilidade, que pode, autoritariamente, decidir de maneira a prejudicar o desempenho de toda a equipe.

Alguns líderes procrastinam a tomada de decisão, tal como o aluno portador da “Síndrome do Estudante”, que adia os estudos até a noite anterior à prova. Ser precipitado é inadequado à administração de um negócio, porém postergar até o último instante é ainda pior. Ao decidir informe a equipe sobre as razões que o motivaram, controle as reações, administre as expectativas e dialogue sem alterar o tom de voz ou expressões.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

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Contabilidade

A importância dos indicadores financeiros e econômicos para as empresas

por Gilmar Duarte – via e-mail 26.11.2018

            As incertezas quanto ao desempenho da empresa é uma constante que pode ser clareada com a simples adoção de indicadores capazes de ser comparados com períodos anteriores – mês ou ano -, bem como com outras empresas.

            O “indicador” é algo que indica, dá a conhecer, serve de guia ou, ainda, que serve para indicar. Esta terminologia tem por finalidade mostrar algo através de sinais ou indícios e é empregada em quase todas as atividades, a exemplo da aferição da pressão arterial, velocidade, inflação, produção, vendas, qualidade de vida, sustentabilidade, emprego etc.

            A aplicação dos indicadores, fundamentais para as grandes empresas, é vital às micro e pequenas empresas (responsáveis por 72% dos empregos gerados no Brasil em julho de 2018, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), levantamento com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), índice que se mantém ao longo dos últimos anos) que desejam crescer ordenadamente.

A principal função dos indicadores é demonstrar a saúde de determinado empreendimento, ou seja, permitir avaliar o desempenho da produção, vendas, finanças, lucratividade, patrimônio etc. para garantir o sucesso do mesmo.

            Os lucros bruto e líquido, custos fixos e variáveis, ponto de equilíbrio, liquidez corrente e seca são alguns dos indicadores mais conhecidos no universo empresarial, contudo muitos outros podem e devem ser aplicados para medir o desempenho, tais como evolução do faturamento mensal, anual e por vendedor, ticket médio, inadimplência e perdas com o recebimento dos clientes, ou qualquer outro, inclusive aqueles que atendem especificamente o seu negócio.

            Participar de palestras, cursos ou simplesmente ler artigos e livros desperta no gestor a necessidade de acompanhar mais de perto o desempenho do empreendimento, o que o leva a perceber que os indicadores se encaixam perfeitamente na solução da carência, em função da praticidade para a compreensão do cenário.

O primeiro passo é gerar os indicadores. Este momento pode ser trabalhoso, mas se for automatizado com o passar do tempo será tarefa simples levantar os números. Aconselha-se adotar periodicidade curta, preferencialmente nunca superior a um mês. Para exemplificar, acompanhar mensalmente o crescimento das vendas é aceitável, mas se este acompanhamento for diário a tomada de decisão será mais rápida e a tempo de recuperar o mal desempenho.

A adoção de indicadores não é a parte mais espinhosa desta atividade, mas sim a análise periódica dos mesmos, pois gerar os números e não saber analisá-los ou indispor de tempo é o mesmo que fazer nada. Peter Drucker (1909/2005), considerado o “pai” da administração moderna, dizia que “o que pode ser medido pode ser melhorado”. Os indicadores são métricas para comparar o desempenho da sua empresa com períodos anteriores ou, quando possível, confrontar seus resultados com os números das empresas concorrentes para ir ao encontro do aprimoramento constante. Saber onde está o problema é a melhor forma de tomar as atitudes capazes de resolvê-lo.

Não caia na armadilha do relaxamento, mas defina um espaço em sua agenda e faça do tempo para analisar os indicadores um instante de profunda reflexão dos resultados obtidos no seu empreendimento para aprimorar sempre mais.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

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Artigos

Benefícios da capacitação profissional

por Gilmar Duarte – via e-mail – 19.11.2018

Qualificação e capacitação profissional parecem ser a mesma coisa, mas são diferentes. Na qualificação, raramente a empresa contribui, pois o indivíduo faz a opção quando é jovem, mas poderá investir na capacitação.

A QUALIFICAÇÃO profissional compreende a base do conhecimento para a pessoa se preparar para exercer uma profissão, como o curso de contabilidade para o contador, engenharia para o engenheiro, pedagogia para o professor, medicina para o médico, direito para o advogado e assim por diante.

Portanto, se trata do aprendizado especifico para determinada profissão que o permita inserir-se no mercado de trabalho e ganhar o seu sustento e dos familiares, ou, ainda, aos que têm objetivos maiores, para fazer algo que contribuam na melhoria do mundo. Sendo assim, a escolha da qualificação profissional deve nascer com a análise das necessidades da sociedade e, hoje, mais do que nunca, em função da velocidade da evolução, pois quando formado, a profissão poderá já não mais existir.

Por outro lado, a CAPACITAÇÃO fomenta o crescimento constante, focado no aprimoramento e  na evolução das habilidades e capacidades técnicas, emocionais e comportamentais. Desta forma, normalmente esta etapa vem após a qualificação e são empregados períodos de tempo mais curtos da vida, periodicamente, devem ser retomadas. É possível afirmar que a capacitação objetiva o desenvolvimento, com competência, da qualificação profissional escolhida.

Entidades como as associações empresariais, associações culturais e profissionais, empresas privadas, escolas profissionais, entre outras, fazem um papel importante na capacitação e assim, completam as carências existentes na formação profissional básica. Por definição, nada mais é que convocar funcionários comuns e por meio de cursos, workshops, palestras e afins, contribuir para que adquiram maior qualificação, uma vez que além de ser importante para o empregado, traz inúmeros benefícios  para a empresa, conforme listados no final deste artigo.

As empresas buscam constantemente a redução de custos, portanto preferem contratar profissionais já formados para evitar gastos (muitas empresas consideram investimentos) com a preparação. Contudo, tal prática poderá ser sinônimo de gastos maiores pelo profissional pronto, ou ainda, sua disponibilidade seja decorrente de inaptidão.

Em contrapartida, ao treinar o colaborador, é possível que ele aspire  à um aumento salarial ou procure outra empresa que o remunere melhor. Pode parecer estranho, já que foi a sua empresa que investiu no treinamento para que estivesse apto para aquela função, mas se a produção aumentou, faz-se necessário seu reconhecimento. Bom ou ruim, sabe-se que são estas as regras do jogo no mercado capitalista da oferta e procura.

Os benefícios do investimento em capacitação são muitos, tanto para o empregado, como para a empresa. Vejam alguns que já justificam tomar a decisão de investir em seus colaboradores:

  • Profissional mais capacitado para desenvolver as tarefas;
  • Uso mais racional dos materiais e/ou recursos;
  • Ambiente de trabalho mais prazeroso, pois o profissional se sente valorizado;
  • Aumento da produtividade e consequentemente do lucro;
  • Profissionais mais dedicados, atentos e motivados;
  • Retenção de talentos.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

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Artigos

Antes de Demitir, Analise as Horas Extras!

Por Júlio César Zanluca, autor da obra “Gestão de RH“, e outras, de cunho contábil, tributário e trabalhista

No afã de cortar custos, os empreendedores devem cuidar das “armadilhas” que surgem, mas são perfeitamente previsíveis.

Demitir pessoal qualificado é um deles. Especialmente demitir funcionários que tem alta produtividade.

Ora, as vezes os critérios de demissão são aleatórios, e demite-se o “mais novo”, o “solteiro”, o “que não fala muito”, etc. Critérios absolutamente arbitrários, que podem levar a situações até de aumentar os custos, em decorrência da falta de senso na hora da decisão!

Além do custo altíssimo da demissão, como multas do FGTS, antecipação dos pagamentos de férias, 13º salário), aviso prévio indenizado (proporcional ao tempo de serviço), há a perda do investimento em treinamento (os concorrentes agradecem…) e a transmissão da sensação de que “o próximo poderá ser você” aos que ficam na empresa.

Ainda, ao demitir um funcionário que tem alta produtividade, os demais podem não “aguentar” as exigências de substituí-lo à altura e demandar “horas extras” para cobrir os serviços.

A hora extra é absurdamente cara (no mínimo, 50% a mais que a normal), além do que o cansaço e a estafa do trabalhador fazerem desabar a produtividade. Além do adicional, a hora extra reflete ainda nas verbas salariais (DSR, férias e 13º salário).

Então pense bem antes de demitir alguém. Calcule e recalcule. Só o faça por absoluta impossibilidade de outra opção (você estudou mesmo todas as opções?). Ainda assim, siga o critério de demitir por competência (menor produtividade), senão… o prejudicado será seu negócio!

Manual da Reforma Trabalhista

Manual da Reforma Trabalhista

Edição Atualizável 2018/2019

Mudanças na CLT – Teoria e Prática da Reforma Trabalhista

Saiba o que mudou e como gerir na prática as mudanças!

Contabilidade

Condomínios Devem Possuir Contabilidade?

Por Júlio César Zanluca – autor da obra Contabilidade para Condomínios

A propriedade de um determinado bem deve ser exercida de forma compartilhada entre diversas pessoas, sendo este compartilhamento denominado “condomínio”.

No direito brasileiro, temos como principal forma de compartilhamento da propriedade privada o condomínio edilício, onde em uma edificação há partes que são de propriedade exclusiva, e partes que são de propriedade comum dos condôminos.

Com o lançamento de milhares de novas construções condominiais, nos últimos anos, ganhou destaque no cenário jurídico, trabalhista, tributário e contábil a existência destas propriedades compartilhadas, a qual discorro, brevemente, neste artigo.

CONDOMÍNIO EDILÍCIO

A expressão “condomínio edilício” é utilizada no Código Civil Brasileiro para referir-se a condomínios verticais (prédios, os chamados “condomínios de edifícios”), quanto para condomínios horizontais (também conhecidos como “condomínios residenciais”).

O condomínio edilício (artigos 1.331 a 1.358 do Código Civil) se diferencia do condomínio comum (artigos 1.314 a 1.330 do Código Civil), pois naqueles há partes comuns e partes exclusivas, ao passo que no condomínio comum existem multiproprietários onde todos detêm a propriedade em comum, sem individualizações.

CONTABILIDADE

Apesar de não serem considerados pessoas jurídicas (para fins tributários), os condomínios, na prática, assumem inúmeras obrigações e precisam registrar seus fatos administrativos, especialmente para prestação de contas.

As normas brasileiras de contabilidade não preveem, especificamente, regras para a contabilidade dos condomínios. Entende este autor que as regras contábeis a serem seguidas são as normas habitualmente utilizado para outras entidades, como empresas.

Deve um condomínio ter contabilidade? Sim. Isto porque, no âmbito de prestação de contas do síndico, todos os fatos administrativos precisam ser registrados, documentados e apresentados à assembleia geral ordinária que aprovará (ou não) referida demonstração.

Ora, como uma prestação de contas, envolvendo centenas (as vezes milhares) de transações pode ser aprovado, se não convenientemente apresentado, num formato padronizado e metodológico, como a contabilidade?

Simples “relação de despesas”, “receitas x despesas”, “fluxo de caixa”, “livro de caixa” “planilha de contas” ou outros demonstrativos, apesar de serem pertinentes para apresentação a uma assembleia, por si só não compreendem uma metodologia adequada para análise mais criteriosa do resultado econômico e patrimonial (balanço) da gestão.

Não se trata de ser “obrigatório ou não”, a contabilidade é um instrumento de gestão, portanto, condomínios que prezam seu patrimônio a apresentarão não como uma obrigação, mas como uma ferramenta de administração, gestão e controle!

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Artigos

Trace Objetivos: Vendas e Resultado!

por Gilmar Duarte – 10.09.2018 – via e-mail

            Alguns idosos passam dia após dia completamente desanimados, pois nada mais têm a fazer, atraindo assim, cada vez mais, coisas negativas. Neste estágio a depressão logo baterá à porta. Na empresa não é diferente.

            Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. Você já deve ter ouvido ou lido esta frase, mas já parou para analisar se a sua vida ou a sua empresa está sendo guiada apenas pelo vento? Quem tem objetivos por vezes deverá remar contra a maré para não ir para a vala dos comuns desorientados.

            Qual é o seu objetivo de vendas para este ano? Quanto deseja vender neste mês? As vendas dos meses passados atingiram a meta? E o lucro? Conhece os números de cada mês? Qualquer empresário deve, no mínimo, ter o planejamento das vendas e dos lucros desejados, bem como acompanhá-lo rotineiramente para certificar-se de que estão sendo atingidos. Se as metas não são cumpridas deve-se proceder à análise para identificar os motivos que atrapalharam o cumprimento e implementar ajustes que permitam melhorar nos meses seguintes e, se possível, recuperar os números não tão bons do mês anterior.

            Comece o planejamento das vendas com o levantamento dos dados dos últimos anos. Dois a cinco são suficientes, disponibilizando-os numa planilha eletrônica ou mesmo num caderninho. Pode ser assim:

mês                          2017         2016

Janeiro               45.328,00     42.710,00

Fevereiro           60.714,00     51.710,00

Março                58.212,00    47.397,00

Abril                  71.166,00    65.456,00

            Com base nestas informações e considerando a inflação fica fácil projetar o ano seguinte, mas antes é importante saber qual é o ponto de equilíbrio do seu negócio, ou seja, qual a venda mínima necessária para cobrir todas as despesas, sem que reste lucro.

Este assunto foi abordado anteriormente em artigo que pode ser acessado pelo link https://boletimcontabil.net/2018/09/05/calcular-a-viabilidade-do-negocio-garante-lucro/. De forma bastante resumida, apure todos os custos do seu negócio – fixos e varáveis -, para determinar quanto necessita vender para cobri-los. O seu contador poderá auxiliar-lhe nesta tarefa.

            Suponha que o ponto de equilíbrio seja com a venda de R$ 50 mil e que para atingir o lucro desejável de 15% do faturamento seja necessário R$ 75 mil por mês. Quanto mais conseguir vender, melhor, desde que a empresa tenha caixa para suportar o impacto das compras.

Mas agora já temos um balizamento, ou seja, quando a venda for menor de R$ 50 mil a empresa fechará o balancete com prejuízo e a meta é R$ 75 mil por mês. Assim, a venda anual deverá ser de, no mínimo, R$ 600 mil, e a meta, de R$ 900 mil. Agora é só analisar o desempenho mensal dos anos anteriores, pois a sazonalidade permite vender mais em alguns deles, caso das festas de final de ano, dia das mães e outras datas, conforme as mercadorias comercializadas.

            Infelizmente é incomum empresários estabelecerem metas, razão pela qual nunca comemoram, transformando a rotina em um massacre. Não sabem se a venda pode ser considerada boa e desconhecem se houve lucro, o que é desmotivador e pode levar o gestor à depressão, consequentemente afetando a empresa.

            Depois de estabelecidas, as metas de vendas e de lucro devem ser acompanhadas mensalmente para certificar que foram atingidas. Comemore, pois haverá maior ânimo para trabalhar assertivamente nos meses seguintes e continuar comemorando o sucesso.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

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Calcular a viabilidade do negócio garante lucro

por Gilmar Duarte – via e-mail 05.09.2018

O início de qualquer atividade deveria ser precedido do cálculo de sua viabilidade econômico-financeira, que aponta o capital necessário e sugere se vale ou não o investimento no ramo escolhido.

Caso contrário talvez seja melhor abandoná-lo e buscar outro que apresente melhores resultados no futuro.

A análise de viabilidade, ideal para começar um novo negócio, também pode ser feita no decurso de uma empresa cuja continuidade esteja em dúvida. Neste artigo trataremos do investidor que deseja constituir uma nova empresa.

As etapas aqui detalhadas também se aplicam a uma empresa existente, cujo maior volume de informações facilita o cálculo.

O desejo de investir num novo negócio – abrir uma empresa – ocorre por diversos motivos: perda de emprego e dificuldade de recolocação no mercado de trabalho, realização do antigo sonho de ter o próprio negócio, investir para obter pró-labore e lucro, garantia de futuro, prestação de serviços à sociedade etc.

Por qualquer que seja o motivo que leve alguém a investir é desejável saber as perspectivas de futuro, caso contrário é possível perder dinheiro próprio e, muitas vezes, também de familiares que acreditaram no seu sonho.

Infelizmente, o óbvio – buscar informações para saber da viabilidade do negócio – é pouco comum, motivo pelo qual é grande o índice de fechamento precoce das empresas. O Sebrae divulga periodicamente a mortalidade das empresas e sabemos que em três anos ao menos 50% deixam de existir.

Se você está decidido a investir o seu capital tire uma pequena parcela para remunerar um contador ou administrador para lhe ajudar a fazer a análise de viabilidade. Em 2016 abordei este tema e apontei diversos itens que devem ser levantados. Sugiro a leitura deste artigo que pode ser acessado pelo link http://gilmarduarte.com.br/blog_post/97/Estudo%20da%20viabilidade%20de%20um%20novo%20negócio

Hoje serei mais direto e considerarei que o investidor já validou a ideia, pesquisou o mercado, escolheu o ponto, tem os fornecedores e conhece as despesas para a manutenção, mas deseja fazer a conta da viabilidade, ou seja, descobrir o ponto de equilíbrio e o lucro se atingir determinado volume de vendas.

Consideremos que são os seguintes os dados apurados:

 – Ramo de atividade: comércio varejista de roupas masculinas e femininas;

 – Espera-se faturamento de R$ 40 mil mensal no primeiro ano;

 – O imposto incidente (Simples Nacional) será de 8% (valor aproximado);

 – O comércio pratica o mark-up 2 sobre o preço de aquisição, ou seja, a mercadoria adquirida por R$ 60,00 será vendida, em média, por R$ 120,00;

 – As despesas mensais serão:

     . $ 4.000,00 aluguel e condomínio;

     . $ 2.400,00 salário fixo para dois funcionários mais comissão de 3% sobre a venda individual. Sobre a comissão incide o Descanso Semanal Remunerado. Consideraremos 25 dias úteis e 5 dias de descanso. Encargos sociais e trabalhistas (férias, décimo terceiro, FGTS, indenizações etc.) de 30%;

     . $ 4.000,00 pró-labore, ou seja, o salário do proprietário que irá administrar a loja;

     . $ 1.000,00 honorários do contador e mensalidade do software de gestão;

     . $ 1.200,00 energia elétrica, água, telefone e internet;

     . $ 2.000,00 material de limpeza, expediente, manutenção do imóvel etc.;

     . $ 1.500,00 propaganda e publicidade

     . $ 1.000,00 diversas pequenas despesas.

Com base nestas informações é possível saber se o empreendimento irá gerar lucro. Abaixo serão demonstrados três cenários: o primeiro com o faturamento informado pelo investidor; o segundo será o ponto de equilíbrio, ou seja, o faturamento que pagará todos os custos sem que haja prejuízo ou lucro; e o terceiro, que finalmente promete lucro maior.

                                          A               B                   C

Faturamento                    40.000      47.450          60.000

CMV                                20.000       23.875         30.000

Imposto (8%)                   3.200          3.820           4.800

Comissão (3%)               1.200           1.432            1.800

DSR                                  240              287               360

Encargo Social                432              516               648

Desp. Fixa                       17.820         17.820           17.820

Lucro Líquido                  2.892-                0             4.572

                                         -7,23%                                7,62%

Para encontrar o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) basta dividir o faturamento por dois (2), que é o mark-up esperado.

O imposto e a comissão são obtidos pela simples multiplicação pelos percentuais informados (8% e 3% respectivamente). O Descanso Semanal Remunerado (DSR) obtém-se dividindo o valor da comissão por 25 (dias úteis) e multiplicando por 5 (dias de descanso).

O Encargo Social informado foi 30%, então aplique sobre o resultado do somatório da comissão e DSR. A despesa fixa é o resultado da soma dos números informados acima mais o encargo social sobre o salário (2.400 x 30% = 720), então: 17.100 + 720 = 17.820.

No cenário A, ou seja, R$ 40.000 de vendas, foi apurado R$ 2.892 de prejuízo. Isto não significa que o investimento deve ser abandonado, mas sim que será necessário mais investimento para suportar o período de deficit.

Se o investidor não tiver capacidade de suportar o período de faturamento com prejuízo, melhor buscar outra oportunidade.

O cenário B é o Ponto de Equilíbrio: é necessário vender R$ 47.450 para cobrir todos os gastos. Por fim, o cenário C com faturamento de R$ 60.000, onde se apurou lucro de R$ 4.572, equivalente a 7,62%.

Muitas outras análises podem ser feitas com mais cenários, inclusive mark-up’s diferentes, para ter subsídios e decidir com segurança pela continuidade ou não do investimento.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Notícias e Enfoques

Empresas Poderão Habilitar ou Bloquear Envio de Eventos Via Web no eSocial

Nova funcionalidade permite que a empresa escolha se o ambiente web estará habilitado apenas para consulta de eventos enviados via web service, ou também para inclusão, alteração, retificação e exclusão de eventos

Uma nova funcionalidade foi implementada no eSocial e está disponível desde a última segunda-feira, dia 16: a possibilidade de a empresa bloquear o ambiente web para edição, ou seja, não permitir a inclusão, alteração, retificação e exclusão de eventos, e deixá-lo habilitado unicamente para consulta de eventos enviados por web service.

Na prática, uma empresa que prefira que a única via de envio de eventos seja por meio do seu software próprio, pode optar por deixar seu ambiente web desabilitado para a transmissão. Nesse caso, será possível apenas consultar os eventos enviados.

A funcionalidade é útil para que as empresas (em geral, de médio e grande porte) evitem a prestação de informação fora dos seus sistemas de gestão de folhas de pagamento, permitindo um controle interno ainda maior.

Para acessar a funcionalidade, basta acessar o Web Geral, menu Empregador e clicar na aba “Manutenção”. Escolha a opção desejada e confirme. Se desejar, o empregador poderá alterar a escolha feita. Para mais informações, consulte o manual do Web Geral.

Fonte: site Portal eSocial – 18.07.2018

Conheça a Nova Obrigação Acessória para os Empregadores que será exigida a partir de 2015! Assuntos atualizados de acordo com a legislação. Ideal para administradores de RH, contabilistas, advogados, auditores, empresários, consultores, juízes, peritos, professores, fiscais, atendentes de homologação sindical e outros profissionais que lidam com cálculos trabalhistas.

eSocial – Teoria e Prática da Obrigação Acessória

Conheça e Prepare-se para a Nova Obrigação Acessória Exigida dos Empregadores!

Artigos

Alicerces de Um Negócio de Sucesso!

Por Gilmar Duarte – via e-mail

A oportunidade de constituir ou ingressar em uma empresa normalmente causa euforia e ansiedade para a concretização. Esta atitude poderá fazer pular algumas etapas que no futuro, as vezes bem próximo, gera grandes complicações.

Muitas empresas são constituídas diariamente por ­­diversos motivos. O desemprego pode ser um deles e acaba se tornando um incentivo importante para abrir o próprio negócio.

Devido à falta de opção, pessoas desempregadas lançam-se no empreendedorismo em busca do sustento da família. Para tanto reúnem as economias e contraem dívidas – cálculos rápidos e afoitos as levam a acreditar que o novo negócio é prospero e capaz de retornar o capital investido em curto prazo, permitindo quitar as dívidas. E – vantagem das vantagens, ainda oferecendo postos de trabalho para o mercado tão carente.

Enfim, o novo negócio entra em operação e as dificuldades começam a surgir quase no mesmo instante, especialmente para os empreendedores de primeira viagem. Estes, movidos pelo entusiasmo e exagerado empenho, conseguem superar os momentos mais difíceis.

Devido às inúmeras exigências do negócio, às vezes o empreendedor desvia-se das atividades de gestão e ocupa-se com afazeres operacionais. Aos controles internos de produção, vendas e finanças é destinada pequena ou nenhuma importância, tanto que a falta de informações pode tornar impossível chegar à origem de certos problemas.

Em pouco tempo, o constrangimento de algumas empresas é tamanho que a única possibilidade é fechar as portas e tentar administrar o endividamento criado.

Para não cair na armadilha de perder as economias e contrair dívidas impagáveis faça um competente planejamento que inclua a análise de viabilidade, tarefa que poderá ser bem desenvolvida com o auxílio de um contador.

Depois de concretizada a ideia, ou seja, quando os investimentos começarem a ser feitos, novamente a orientação do profissional de contabilidade é fundamental para organizar todos os controles necessários, a fim de comparar o planejamento com o que está sendo executado.

A importância da presença do contabilista na vida financeira de qualquer empresa vai além do atendimento das exigências legais. Essa tarefa é necessária e importante, mas para que a empresa gere lucro, a prioridade dos acionistas, são necessários muitos outros controles, sobre os quais o profissional da contabilidade exerce total domínio.

Transforme o entusiasmo em combustível para fazer o negócio seguir adiante. Acrescente a ele o planejamento e o acompanhamento profissional de todos os números e sua empresa terá vida longa, certamente.

Esta não é uma receita rápida de sucesso, apenas uma sugestão para potencializar a admirável capacidade empreendedora do brasileiro, graças à qual, apesar das “crises”, ainda existe uma economia que gera desafios e oportunidades para os que realmente querem trabalhar e vencer.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.