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Jovem: Como Empreender na Prestação de Serviços de Contabilidade

por Gilmar Duarte – via e-mail 26.03.2018

Constantemente recebo e-mail de jovens leitores que estão empregados em empresas de contabilidade, mas desejam constituir o seu próprio escritório, então perguntam como devem proceder para conquistar clientes.

A árdua tarefa de constituir uma empresa inicia com o sonho, mas siga com atenção as etapas para não permitir que termine num pesadelo.

Empreender é o sonho de grande parcela da população, pois passa a informação que o proprietário de uma empresa consegue maior estabilidade (risco de perder o emprego), renda melhor, trabalha menos e quando deseja e sem falar do status, mas são poucos os candidatos que buscam informações preliminares para conhecer a realidade da vida empresarial, especialmente da possibilidade do empreendimento dar certo.

Um dos serviços periodicamente disponibilizado pelo Sebrae aos brasileiros interessados é a pesquisa da sobrevivência das empresas, cujo trabalho mais atualizado foi publicado em outubro de 2016 e pode ser conhecido ao acessar o link https://goo.gl/qkekqn.

Nele foram analisadas as empresas existentes e baixadas no período 2008 a 2012 que exerceram atividade até dois anos e constatou-se significativa melhora do índice da mortalidade precoce.

Em 2008 45,8% das empresas encerraram as atividades antes de completar dois anos e em 2012 apenas 23,4%. Sabe-se que há poucos anos (talvez 15) a mortalidade chegava a mais de 65%, portanto é possível afirmar que os novos empresários brasileiros souberam investir para refinar o nível profissional.

No entanto não se iludam que o risco de dar errado seja apenas de 23,4%, pois este é o numero apurado para os primeiros dois anos.

Se considerar que muitos empreendimentos iniciam sem qualquer formalização (legalização) e quebram desta forma e das empresas que fecham depois de dois anos, portanto não estão contempladas nesta pesquisa, acredito que o índice de mortalidade até cinco anos da constituição atinja, facilmente, o patamar de 50%. Este é um número expressivo para deixar de considera-lo no período de estudos quando se pensa investir num empresa, seja lá qual for o ramo de atividade.

A pesquisa aponta a frustração, decepção e desilusão os principais sentimentos após a empresa deixar de funcionar. Dedique-se fazer um bom planejamento e considere o risco de não dar certo para só então optar pelo investimento, minimizando a possibilidade de jogar no lixo suas reservas financeiras e tempo.

Assim como vocês que estão lendo este artigo eu já acompanhei alguns colegas que abriram escritórios, mas, infelizmente, em pouco tempo fecharam. Esta situação geralmente é seguida do desanimo e perda de dinheiro. Quando começa a bater o desespero por não conseguir novos clientes opta pela redução dos honorários e assim surgem mais problemas: o primeiro é com o acúmulo de prejuízos e o outro em relação às inimizades que conquista com seus colegas por contribuir com a prostituição do mercado, fator que dificulta empregar-se quando obriga-se encerrar as atividades.

A sugestão que sempre ofereço aos jovens interessados em empreender é que primeiramente se preparem. Leia, participe de palestras e cursos e converse com empresários que obtiveram sucesso e com alguns que erraram e o levou a perder a empresa.

Saiba o que é necessário para o negócio dar certo ou errado. Estar preparado para executar tarefas de contabilidade, escrituração fiscal e folha de pagamento é interessante, mas não fundamental para empreender, cuja necessidade é saber gerir o negócio. Muito cuidado para identificar se você tem um viés comercial, pois é essencial para conquistar e manter os clientes.

Após passar pela primeira e indispensável etapa que foi tratado no parágrafo anterior chega o momento de planejar o ingresso numa sociedade: constituir o seu próprio negócio ou, se for possível, associar-se numa já existente, percurso que adiantará o processo e reduz a probabilidade da mortalidade precoce. Bater de porta em porta para oferecer o serviço é uma tarefa desgastante e com pouco retorno.

Se a opção for por constituir uma nova empresa de serviços contábeis sugiro começar trabalhando nos períodos de folga (à noite ou finais de semana) com as empresas que conseguir – normalmente são da própria família – vá à busca de aumentar a carteira. É claro que nunca deve utilizar-se do seu emprego e da carteira do seu empregador para flertar, pois não é ético.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e empresário do ramo contábil.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

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Qual é a Contribuição da Mulher na Atividade Contábil?

Acreditava-se que os serviços contábeis seriam extintos, mas na realidade o contador é cada vez mais imprescindível. Quais fatores contribuíram e permitiram renovar esta profissão?

A contabilidade, como a maioria das profissões exercidas fora do domicílio familiar, foi iniciada e predominantemente exercida ao longo dos séculos pelo homem. No século XX, as mulheres começaram a conquistar maior “espaço sob o sol” e atuar em profissões até então exclusivas do sexo masculino.

A participação de ambos os sexos nas profissões trouxe benefícios para toda a sociedade. A convivência no trabalho e o relacionamento com os clientes ganharam um toque de doçura, e enganam-se aqueles que pensam que as mulheres não sabem ter posturas firmes. A título de exemplo citamos a atual presidente do Brasil e a presidente da Petrobras.

Ao contrário do que está na mente de muitos, pesquisas revelam que no Brasil, em cada grupo de 1.000 pessoas, 501 são mulheres e 499, homens (http://www.mundoeducacao.com/geografia/a-populacao-mundial.htm).

A Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC), encerrada em março do corrente ano, revelou que 64% dos colaboradores das empresas contábeis são do sexo feminino. Observamos assim que o chamado “sexo frágil” tem se adaptado muito bem às atividades da contabilidade, escrita fiscal, RH etc.

Somado ao grande número de mulheres na atividade contábil, temos a grata satisfação de constatar que a maioria é formada por jovens que buscam, cada vez mais, o conhecimento. De acordo com a PNEC, a idade média dos trabalhadores na contabilidade é de 28,8 anos, sendo que 57% deles têm nível superior.

A atividade contábil já foi profetizada por “gurus” de que seguia rumo à extinção, no entanto, a cada dia tem ganhado maior espaço no cenário econômico. A possibilidade de homens e mulheres desempenharem o ofício, a jovialidade e a busca incessante pelo conhecimento certamente são fatores que têm despertado o interesse dessa nova geração e o consequente interesse dos empresários contábeis por estes profissionais.

A capacidade dos profissionais mais experientes de receber de braços abertos as mulheres e os jovens sedentos pelo conhecimento fez uma combinação que reinventou a forma de prestar serviços de contabilidade. O conjunto da sociedade agradece.

Gilmar Duarte da Silva é empresário contábil, palestrante e autor do livro “Honorários contábeis. Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado”.

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04/05/2014