Notícias de Contabilidade, Notícias e Enfoques

Aprovado Novo Código de Ética Profissional do Contador

Através da Norma Brasileira de Contabilidade NBC 1/2019 o Conselho Federal de Contabilidade determinou as novas normas relativas ao Código de Ética Profissional do Contador.

Dentre os deveres do profissional, estão o sigilo, zelo, diligência, honestidade, independência profissional, entre outros.

O profissional deve observar, no que couber, o Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que concerne à informação adequada e clara sobre os serviços a serem prestados, e a Lei de Propriedade Industrial que dispõe sobre crimes de concorrência desleal.

A nova norma entra em vigor no dia 01.06.2019.

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Atualização Legal

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Constantemente as normas contábeis, tributárias e fiscais são alteradas.

Visando facilitar o acompanhamento destas mudanças, a equipe do Portal Tributário Publicações remete, gratuitamente, no e-mail de usuários cadastrados, uma coletânea de orientações, novidades e temáticas semanais.

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Artigos

O Que Deverá Constar no Distrato de Serviços Contábeis?

O rompimento do vínculo contratual implica na celebração de distrato entre as partes com a especificação da cessação das responsabilidades dos contratantes.

Na impossibilidade da celebração do distrato, deverá o profissional da Contabilidade notificar o cliente quanto ao fim da relação contratual com a especificação da cessação das responsabilidades dos contratantes.

No Distrato de Prestação de Serviços Profissionais e Transferência de Responsabilidade Técnica, deve constar a responsabilidade do cliente de recepcionar seus documentos que estejam de posse do antigo responsável técnico.

Observe-se que o cliente poderá indicar representante legal para recepcionar os documentos, mediante autorização por escrito, sendo, de preferência, o novo responsável técnico.

A devolução de livros, documentos e arquivos das obrigações fiscais entregues ao Fisco, inclusive os arquivos digitais e os detalhes técnicos dos sistemas de informática, deverá estar estabelecida em cláusula rescisória do Distrato do Contrato de Prestação de Serviços

O responsável técnico rescidente deverá comunicar ao responsável técnico contratado sobre fatos que deva tomar conhecimento a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das funções a serem exercidas.

Ao responsável técnico rescidente caberá o cumprimento das obrigações tributárias acessórias, cujo período de competência tenha decorrido na vigência do contrato de prestação de serviços, ainda que o prazo de vencimento da exigência seja posterior ao da vigência do mencionado contrato, salvo expressa disposição contratual em sentido contrário.

Base: Art. 5ºA e seguintes da Resolução CFC 987/2003.

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Atualização Legal

Declaração de Não Ocorrência de Operações deve ser comunicada ao Coaf em janeiro

De 1º a 31 de janeiro de 2019, os profissionais da contabilidade e organizações contábeis devem comunicar ao Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) a  não  ocorrência de eventos suspeitos de lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo de seus clientes.

O procedimento pode ser realizado diretamente por um sistema desenvolvido pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). A Declaração de Não Ocorrência de Operações tornou-se obrigatória em decorrência do Art. 11, inciso III, da Lei n.° 9.613/1998. Já a obrigatoriedade prevista na lei das comunicações que os profissionais e as organizações contábeis devem fazer ao Coaf foi regulamentada pela Resolução CFC n.° 1.530/2017.

Profissionais e organizações contábeis que prestem, mesmo que eventualmente, serviços de assessoria, consultoria, contadoria, auditoria, aconselhamento ou assistência, de qualquer natureza, estão sujeitos ao devido cumprimento do dispositivo.

A vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC, Sandra Maria Batista, explica que não se trata de denúncia, mas de comunicação. Segundo ela, o conteúdo informado é avaliado pelo Coaf e relacionado com outras informações disponíveis recebidas de outros setores, tais como bancos, juntas comerciais, corretores de imóveis, empresas de transporte de valores. Quando detectados sinais de alerta, é calculado o risco inerente à comunicação.

Esse cálculo é efetuado de forma automatizada, pela Central de Gerenciamento de Riscos e Prioridades (CGRP). Além do cálculo do risco das comunicações, a Central ainda efetua o gerenciamento e a hierarquização dos casos abertos, permitindo a priorização daqueles com risco mais alto. Dados da Vice-Presidência de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC revelam que, até novembro deste ano, o número de comunicados de Não Ocorrência de Operações do Coaf foi de 132 mil declarações.

“Portanto, a informação prestada pelo profissional da contabilidade contribuirá para que o Coaf a examine, identifique as ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunique, por meio de Relatório de Inteligência Financeira, às autoridades competentes. Não é só a informação prestada pelo profissional da contabilidade que é trabalhada pelo Coaf, mas, sim, um conjunto de informações financeiras recebidas dos setores obrigados”, complementa a vice-presidente.

Sandra ainda ressalta que a Resolução CFC n.° 1.530/2017 é um instrumento de valorização da classe, afastando o profissional de irregularidades e criando uma nova cultura de valores e conduta pautada na legalidade, transparência e ética.

“É imprescindível acompanhar tempestivamente as operações dos clientes. Os valores das receitas e das despesas são compatíveis e inerentes às atividades previstas em seu contrato social? Possuem lastro em documentação hábil e idônea? Precisamos lembrar que a nossa principal meta é trabalhar com ética, integridade e confiança. Assim, conseguiremos minimizar os riscos inerentes ao exercício profissional e cumprir a missão de atores sociais que contribuem para o desenvolvimento sustentável do nosso país”, concluiu.

Sobre o Coaf

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) é um órgão de deliberação coletiva com jurisdição em todo o território nacional, criado pela Lei n.º 9.613, de 3 de março de 1998, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, que tem como missão produzir inteligência financeira e promover a proteção dos setores econômicos contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

Recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunica às autoridades competentes para instauração de procedimentos. Além disso, coordena a troca de informações para viabilizar ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou à dissimulação de bens, direitos e valores.

Em dezembro de 2013, o CFC e o Coaf firmaram convênio de cooperação técnica, que prevê que as entidades troquem informações sobre profissionais e organizações contábeis obrigados nos termos da Resolução CFC n.° 1.530/2017. O Coaf tem acesso à relação de CPF e CNPJ das pessoas físicas e jurídicas cadastradas no CFC.

Sobre a Resolução CFC n.° 1.530/2017

Em razão da edição da Lei n.º 9.613/1998, que dispõe sobre os crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, o CFC editou a Resolução CFC n.º 1.530/2017, com o intuito de regulamentar a citada lei no âmbito do Sistema CFC/CRCs.

A Resolução visa regulamentar a aplicação da lei para os profissionais e organizações contábeis, permitindo a eles que se protejam da utilização indevida de seus serviços para atos ilícitos que lhes possam gerar sanções penais previstas em lei, além dos riscos de imagem pela associação do seu nome a organizações criminosas.

Para saber mais sobre a Resolução e tirar todas as dúvidas sobre a comunicação ao Coaf, acesse aqui a cartilha de perguntas e respostas sobre a resolução.

Fonte: site CFC – 31.12.2018

Veja também, no Guia Contábil Online:

AÇÕES OU QUOTAS EM TESOURARIA

CISÃO, FUSÃO E INCORPORAÇÃO DE SOCIEDADES

COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM

CONSÓRCIOS

CONSTITUIÇÃO DE EMPRESA

DEBÊNTURES

DISSOLUÇÃO, LIQUIDAÇÃO E EXTINÇÃO DE SOCIEDADE

DISTRATO SOCIAL

ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES

ENTIDADES DESPORTIVAS – OBRIGATORIEDADE DE PUBLICAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

OBRIGATORIEDADE DE PUBLICAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

PLANO DE CONTAS – ATIVIDADE RURAL

PLANO DE CONTAS – GERAL

PLANO DE CONTAS – GERAL (2)

PLANO DE CONTAS – ATIVIDADE INDUSTRIAL

PLANO DE CONTAS – ATIVIDADE INDUSTRIAL (2)

PROCEDIMENTOS PARA VALIDADE E EFICÁCIA DOS INSTRUMENTOS DE ESCRITURAÇÃO

RESPONSÁVEL PELA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL

SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO – SPE

SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO – SCP

SUCESSÃO DE FIRMA INDIVIDUAL POR SOCIEDADE

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Artigos

Responsabilidade do Contabilista – Prevenção

Diante da grande responsabilidade que hoje é atribuída aos profissionais da contabilidade, bem como o elevado número de atendimento a obrigações acessórias, os militantes na atividade contábil ficam suscetíveis ao cometimento de eventuais falhas de ordem operacional ou técnica.

É imprescindível que alguns cuidados preventivos sejam observados pelos profissionais da contabilidade, a seguir destacamos alguns itens de fundamental importância:

1) Manter um contrato de prestação de serviços vigente e com a definição clara de suas obrigações e responsabilidades;

2) Manter contato formalizado com o seu cliente (protocolo de entrega de documentos, atas de reunião, notificações por escrito);

3) Manter-se em constante atualização zelando pela educação continuada;

4) Devolver a documentação recebida dos clientes tão logo a escrituração seja elaborada, sendo vedada ao profissional a retenção abusiva de livros, papéis ou documentos confiados à sua guarda.

5) Orientar, inclusive por escrito, o seu cliente quanto a necessidade de cumprir as normas vigentes.

Seguir os ditames do código de Ética Profissional do Contador, exercendo as atividades com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica são os primeiros passos para sucesso no desenvolvimento das atividades profissionais, além de constituir a melhor forma de resguardo técnico profissional.

Fonte: Informativo da Fiscalização (CRC-PR)

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Profissional contábil atua cada vez mais como consultor dentro das empresas

Um mero entregador de guias para o cliente. Esse era, em resumo, a visão que se tinha do papel do profissional contábil até um passado recente e, de certa forma, não era totalmente equivocado.

No entanto, a demanda do cliente atual é muito mais complexa e neste novo cenário de transformações constantes, o contabilista trocou o papel passivo pelo de consultor, direcionando de forma estratégica as ações de uma pequena ou grande empresa e, conseguindo assim, obter êxito, inclusive, em momentos delicados como o da economia atual.

Segundo o vice-presidente do Sescap-Ldr (Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e de Serviços Contábeis de Londrina e Região), Euclides Nandes Correa, “as mudanças vêm da necessidade do mercado em receber informações cada vez mais rápidas e detalhadas para tomadas de decisão. Todas as obrigações acessórias que o fisco exige das empresas estão sendo cumpridas por meio de programas de processamento de dados, que tratam as informações e as remetem ao órgão competente”.

Correa reforça que as empresas utilizam cada vez mais de tecnologia para auxiliar seus gestores no processo decisório. “Vimos claramente isto na implantação dos ERP´s que são sistemas integrados de gestão empresarial, onde são gerados os dados em seus diversos módulos e departamentos das empresas. A base de todo este trabalho são as informações contábeis, administrativas, trabalhistas, tributárias e fiscais, e o objetivo é a estruturação da contabilidade e a geração de seus relatórios”.

O vice-presidente da entidade acredita que este cenário obriga os profissionais da área a se atualizar e estudar assuntos correlatos à contabilidade, ao mercado financeiro, sistema de tributação e à tecnologia que envolve todos estes temas, “pois é ele o profissional responsável pela coordenação e assessoramento desta estruturação”.

Para o diretor do Sescap-Ldr, Marlon Marçal, o grande público do profissional contábil são as pequenas e médias empresas e o seu papel como consultor para essas empresas deve ocorrer por meio do fornecimento de ferramentas, treinamentos e aconselhamentos. “As ferramentas são controles básicos que podem auxiliar nas informações financeiras como o controle de fluxo de caixa, conciliação bancária ou a demonstração do resultado por custeio variável. Os treinamentos devem ocorrer para ensinar e/ou aprimorar o conhecimento do empresário sobre a utilização das ferramentas. Já o aconselhamento refere-se à assessoria do dia a dia, por exemplo, qual a melhor forma de captação de crédito, decidir entre comprar ou alugar um imóvel, comprar a vista ou parcelado, aproveitar ou não uma promoção de um fornecedor, etc”.

Contudo, apesar da importância deste serviço hoje dentro da contabilidade, o vice-presidente explica que na prática, para que isso ocorra, são preciso mudanças internas nos escritórios contábeis. “Como as obrigações fiscais tomam muito tempo do trabalho, as estruturas das empresas de contabilidade tradicionais não estão preparadas para prestar os serviços de consultoria. Para o contador especializar na consultoria, deverá estruturar esta área em sua empresa, pois precisará ter metodologia e desenvolver habilidades e ter conhecimentos específicos nos negócios”, enfatiza.

Fonte: FENACON – Sescap-Ldr (Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e de Serviços Contábeis de Londrina e Região)

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Evolução em serviços contábeis, e na profissão contábil, proporcionados pela Tecnologia da Informação

Há algum tempo surgem notícias considerando que os serviços tradicionais prestados por empresas contábeis podem estar “com os dias contados”.

Os argumentos constantes nessas publicações não comentam sobre qualquer característica dos serviços fornecidos por essas empresas. Apresentam que, com a evolução e maior disponibilização da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), ou apenas como muitos conhecem, a Informática, poderá substituir essas empresas, em seus principais serviços.

Dessa forma, as empresas que seriam clientes delas, poderiam, a um custo menor, realizar as mesmas atividades. A consequência seria as empresas fornecedoras de serviços contábeis terem grandes dificuldades em permanecer com os clientes atuais, sem ainda adentrar nos aspectos de prospecção de clientes, o que seria, talvez, praticamente impossível.

Esses comentários não podem ser desconsiderados pelas empresas prestadoras de serviços contábeis. É preciso que elas busquem apoio, justamente na TIC, como forma muito relevante de aprimorar os serviços prestados.

É importante destacar que essas empresas prestam serviços em três áreas tradicionais: contábil, tributária, e relativos a encargos sociais e previdenciários decorrente de relações trabalhistas. Com a soma dessas esferas, além de outros conhecimentos, as empresas contábeis também contribuem na melhoria de vários aspectos inerentes à gestão empresarial.

Até por imposição do governo, cada vez mais a TIC está sendo utilizada como forma de impor a apresentação de determinados relatórios contábeis, tributários, de encargos sociais e previdenciários. Portanto, mesmo que alguma dessas empresas não fizesse a escolha por utilizar a TIC como apoio a suas atividades, estão, cada vez mais, utilizando-as através dos programas da Receita Federal e de outros órgãos governamentais.

Muito ao contrário do que apregoam as notícias e comentários apresentados a algum tempo, não somente pela imposição legal de órgãos públicos, as empresas prestadoras de serviços contábeis estão utilizando mais (e não menos) a TIC como componente importante na execução de seus serviços. Dessa forma, essas empresas buscam ampliar suas capacidades em aproximar suas relações com as empresas clientes.

Vários mecanismos de aproximação, via TIC, entre as atividades realizadas pelas empresas clientes e as prestadores de serviços contábeis estão ocorrendo, o que permite, por exemplo, a execução dos serviços com maior exatidão e rapidez.

Além de proporcionar essa exatidão e rapidez, a TIC permite para os profissionais contábeis, com o apoio da Ciência Contábil e de outras que podem ser utilizadas concomitante, o aprimoramento na gestão de informações existente nos diversos relatórios contábeis e tributários.

Permite aos profissionais gerar informações que são de enorme relevância na gestão empresarial, tais como: identificação do custo de produção; formação do preço de venda; mecanismos de relações com clientes e fornecedores, permitindo que a prestação de serviços sejam efetuadas de acordo com as necessidades dos clientes e, além disso, permite também que os profissionais contábeis contribuam, não somente no atendimento de aspectos tributários, previdenciários e burocráticos, mas, inclusive, com análise de novas perspectivas de negócios.

Outros aspectos cada vez mais importante proporcionado pelo intensivo apoio da TIC são análises quanto a gestão tributária. Nesse aspecto, permite análise sobre várias decisões relevantes para a gestão empresarial, tais como:

Qual o fornecedor que permite a obtenção de maiores créditos tributários?

Qual a opção tributária que permite menores gastos com tributos?

De quais formas lícitas pode-se utilizar de planejamento visando reduzir a carga tributária?

Todos esses aspectos, evidente que existem outros, são permitidos, justamente, pela junção especializada de conhecimentos contábeis, aliados a outros pertinentes a cada situação, com a intensiva utilização da TIC pelas empresas que prestam serviços contábeis. Portanto, são cada vez maiores as contribuições que essas empresas, e a profissão contábil, possam proporcionar para a melhoria da gestão empresarial de seus clientes e, por consequência, de toda a sociedade, em seus mais diversos aspectos.

Autores:

Valter da Silva Faia – Bacharel em Ciências Contábeis, Mestre e doutorando em Administração e Professor na Universidade Estadual de Maringá.

Nilton Facci – Bacharel em Ciências Contábeis, Mestre em Contabilidade e Doutor em Administração Pública e Governo.

Lucro Real x Presumido x Simples Nacional 

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Quanto Maior a União, Maior a Valorização da Classe!

por Gilmar Duarte – via e-mail 04.06.2018

Não resta dúvidas de que a união faz a força e todos ganham. Seleções com craques individualistas sucumbem. Quanto mais fraca é a classe, mais fortes e exploradores serão os falsos líderes.

O povo é manobrado pelas forças políticas que induzem o pensamento e a ação de acordo com o desejo dos mais fortes, ou talvez seja melhor dizer, dos mais organizados. Organizado aqui não é sinônimo de certo, justo, do bem ou patriota, mas quem faz de forma ordenada, pois estudou as etapas e analisou friamente para acontecer da maneira esperada. Assim deveria ser a maior parte das nossas ações, pois a organização propicia o desenvolvimento pessoal, da empresa ou da nação.

Algumas classes empresariais se esforçam para fabricar produtos ou prestar serviços de qualidade a preços justos, mas se deparam com imensas dificuldades para manter-se vivos neste mercado altamente volúvel. Grandes, médias e pequenas empresas, inexplicavelmente, desaparecem de um dia para o outro e isso desespera o empreendedor.

A guerra ser vencida pelo mais forte já não é mais uma verdade, bem como o velho ditado “quem tem dinheiro faz dinheiro”. As verdades absolutas do passado passam a ser contos e novas verdades, que já não se perpetuam como dantes, são escritas. Reinventar-se é necessário e a chance de dar certo é maior se ocorrer de maneira organizada e unida.

A carreira solo já não garante a mesma perpetuação, então por que não formar um conjunto? Uma andorinha pode dar início à revoada, mas sozinha não garante o verão. É importante identificar os movimentos, cujas ações verdadeiras nos representam e levam ao bem comum da classe. Unidos alcançamos os objetivos. E quais são esses?

O empreendedor não deve traçar como meta única a obtenção de lucro, pois seria como um jogador de futebol que entra em campo apenas pensando em fazer gols. Seria um desastre. O gol é a consequência de uma equipe bem entrosada  e unida que se defende e chega ao gol de toque em toque. Porém, se o gol não acontecer, o objetivo não foi alcançado, pois não é sempre que se pode jogar apenas pelo empate ou até aceitar a derrota.

Portanto, para ter sucesso, as empresas precisam prestar serviços ou produzir bens que atendam as necessidades dos clientes, gerem bons empregos, contribuam com o governo na arrecadação de tributos, sejam sustentáveis, ajudem no desenvolvimento da sociedade, mas sem deixar de fazer gol, ou seja, obter o lucro justo. O lucro é o bônus que incentiva o empreendedor a investir mais no próprio negócio ou em outros para fazer tudo o que foi citado no início deste parágrafo.

Líderes inidôneos devem ser substituídos, pois o contrário desestimulará a toda a equipe. Mas como fazer isto se geralmente esses líderes têm o poder na mão e podem nos prejudicar?

Lembre-se: sozinha, uma andorinha não faz verão. A classe precisa discutir amplamente os objetivos e traçar metas. Objetivos estabelecidos por um pequeno grupo têm grande possibilidade de não encorajar as demais andorinhas.

A classe empresarial contábil é detentora de grande conhecimento, responsável pelo controle patrimonial, pela arrecadação de quase a totalidade dos tributos e necessária para a existência das empresas, porém desconhece o poder que tem para trazer justiça tributária e, especialmente, para se valorizar.

É sabido que os clientes exploram seus serviços e remuneram muito mal, mas a culpa não é dos clientes, mas dos empresários contábeis que, irracionalmente, ainda fazem a carreira solo, quando é sabido que o conjunto bem organizado terá mais força!

Os caminhoneiros, muito explorados, mal remunerados em relação a tantas outras classes de trabalhadores e empregadores escreveram mais um capítulo de verdades do passado. Eles deram uma aula para a sociedade e o governo do quão são importantes e necessários à nação. Talvez a classe empresarial contábil consiga tirar algum aprendizado e em breve apresente um plano de valorização para exame da categoria.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

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Casa de Ferreiro, Espeto de Pau!

por Gilmar Duarte – via e-mail 19.02.2018

A profissão de ferreiro já foi de grande importância para a produção de ferramentas para as tarefas diárias da humanidade. Mas nem todos se aproveitavam para o uso próprio.

As atividades precisam ser acompanhadas constantemente e o desempenho mensurado, pois com a medição periódica é possível atestar o mal desempenho, necessidade de mudar e/ou constatar que está fluindo de acordo com o planejamento.

A saúde das crianças recém-nascidas tem o acompanhamento mensal e imediatamente são tomadas medidas emergenciais se surgir qualquer complicação. Conforme o crescimento torna-se dispensável o acompanhamento tão próximo, mas periodicamente deve retornar ao médico. Já após os quarenta anos de idade é pertinente fazer o checkup anual e conforme o tempo passa a quantidade de exames aumentará.

Um atleta que deseja melhorar seus tempos, distância, força etc. para alcançar os pódios precisa registrar as marcas, analisar os resultados e implementar correções nos treinos para que no dia da prova alcance as metas. Receber o prêmio da primeira colocação pode ser o alvo, mas antes deverá passar por inúmeras etapas.

Isso também acontece em quaisquer outras atividades tais como nas entidades filantrópicas, governamentais e é claro nas empresas com a finalidade de crescer e obter lucro.

Medir as marcas atingidas e comparar com a média da concorrência (atleta ou empresas) não é sinônimo de sucesso, mas é necessário para conhecer como está o desenvolvimento e para proceder ajustes no formato da atividade, quando for preciso.

As empresas sabem da importância do balancete e demais demonstrativos ao final do mês, mas algumas não conseguem implementar e, portanto, desconhecem o desempenho nos diversos períodos. O ferreiro que utilizava espeto de pau para o uso particular é por que não acreditava na eficiência daquela ferramenta?

O empresário contábil tem habilidade para efetuar os registros dos atos e fatos patrimoniais, bem como analisar o desempenho com base nesses demonstrativos, pois esta foi a graduação e é este o serviço que presta aos clientes.

Esse profissional consegue compreender a saúde econômica e financeira das empresas com a simples leitura das Demonstrações Contábeis, inclusive com as relevantes Notas Explicativas.

Os Demonstrativos para o contador é como o espeto para ferreiro: sabe fazer e utilizar. Por que alguns ferreiros preferiam não valer-se do espeto de pau? As alegações eram muitas: não sobrava tempo para fazer o seu; custava caro, então preferia fazer somente para vender; fazia o espeto, mas considerava que poderia ser substituído por um simples de pau; ou acreditava que o espeto de ferro tirava o sabor do churrasco. Independente da alegação o que era transmitido ao mercado é que o profissional não acreditava no produto.

Sabe-se que há empresários contábeis que fazem apenas a “contabilidade fiscal”, ou seja, aquela exigida para atender os órgãos fiscalizadores e nunca a utiliza como ferramenta de gestão empresarial.

Quando isso acontece o grande prejudicado é o próprio empresário, pois perde inúmeras informações acerca da evolução do seu negócio e poderia fazer ajustes para que o desempenho seja melhor.

“Empresa de contador, demonstrativos inexistentes” é um lema que não deveria acontecer na prática, ao menos, para aqueles que consideram que “casa de ferreiro, espeto de pau” seja o sinônimo de profissional relapso.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e empresário do ramo contábil.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Artigos, Contabilidade

CFC envia carta à revista Veja e contesta dados da reportagem “Elas vão substituir você”

Na reportagem “ELAS VÃO SUBSTITUIR VOCÊ” (31 de janeiro), entre “as profissões que deixarão de existir em uma década”, consta CONTADOR, com probabilidade de extinção de 94%. Essa previsão fatalista é, em nossa visão, uma demonstração de desconhecimento da importância de nossa profissão no presente e no futuro. Vejamos os fatos abaixo.

Hoje o contador faz muito mais do que “realizar contas, previsões e, em especial, cruzar informações baseadas no levantamento de grandes quantidades de dados”. As demonstrações contábeis e outras informações baseadas nessas demonstrações passaram a ser vistas com um olhar mais prospectivo, de visão de futuro.

O treinamento de contadores no Brasil se intensificou muito para enfrentar os novos conceitos trazidos Lei nº 11.638/2007 (a internacionalização da Contabilidade), como, por exemplo, a prevalência da essência sobre a forma. Atualmente, os contadores interagem e dialogam com outras profissões, como advogados, engenheiros, atuários, profissionais de finanças e muitos outros, incluindo os da área de tecnologia.

Um contador pode ser chamado para realizar o cálculo da depreciação dos ativos imobilizados mais condizente com a vida útil estimada desses ativos, ao invés do “engessamento” pré-existente de taxas de depreciação apenas admitidas como dedutíveis pela legislação tributária.

Ele também pode fazer um teste para confirmar a recuperabilidade econômica desse ativo no tempo, conhecido como teste de perecimento ou, em inglês, “impairment test”. Esses são apenas pequenos exemplos do que faz a profissão atualmente. Os contadores fazem análises e auxiliam os clientes e entidades da administração pública e privada em decisões que certamente impactam os negócios.

Em 18 de dezembro de 2017, uma revista de circulação nacional divulgou uma matéria na qual diz que quem trabalha com Contabilidade está sempre a salvo de turbulências. Porém, é preciso investir em atualizações e ficar atento às evoluções tecnológicas. Nesse sentido, precisamos avançar ainda mais nas nossas atividades, tirando proveito das novas tecnologias para a transformação do trabalho burocrático em uma função mais analítica, mais gerencial com busca a apoiar os negócios.

A Inteligência Artificial e outras inovações tecnológicas poderão apresentar opções para escolha de investimentos ou para conduzir a cortes em orçamentos, por meio do cruzamento de dados e realização de contas. Porém, ainda não existe uma máquina que faça julgamento profissional, que faça a interpretação de uma Norma Brasileira de Contabilidade e a aplique corretamente em um contexto específico, a favor da sociedade, na boa condução dos negócios, preservando a ética, tanto na administração pública quanto na privada.

O Conselho Federal de Contabilidade não pode concordar com os dados apresentados na reportagem de que há 94% de probabilidade da profissão de contador ser extinta. Acreditamos que a Inteligência Artificial virá para transformar a capacidade do profissional em apresentar resultados rápidos, utilizando-se da tecnologia para analisar grande volume de dados, de forma pragmática.

A própria reportagem cita a visão menos pessimista dos economistas ingleses Richard e Daniel Susskind, de que “quando atribuições são extintas, ou modificadas, os seres humanos se transformam no mesmo ritmo”. A nossa opinião vai por aí. A Contabilidade está evoluindo, se adaptando à “quarta revolução”.

Observe a evolução dos números registrados pelo Inep/MEC quanto à quantidade de alunos matriculados em cursos de Ciências Contábeis nos últimos 25 anos: em 1991 havia 97.223 alunos matriculados nos 262 cursos no país; em 2001, 137.491 matrículas em 596 cursos; em 2011, 289.511 alunos em 1.112 cursos; e, em 2016, 355.425 matrículas em 1.307 cursos Isso é uma clara demonstração na crença e na confiança, pelos jovens, na Contabilidade, a ciência da informação.

Essa é uma profissão que aprendeu, em séculos de atividade, a se adaptar à realidade e às revoluções. Cremos, sim, na continuidade da transformação da Contabilidade e dos profissionais que abraçam e abraçarão essa importante profissão.

ZULMIR BREDA – CRC  RS-030806/O

Presidente do Conselho Federal de Contabilidade

(61) 3314-9628/3314-9513

SAUS Quadra 5 Bloco J Lote 3 – Edifício CFC

Asa Sul – Brasília/DF

CEP: 70070-920

Fonte: CFC – 05.02.2018