Notícias de Contabilidade

CFC Aprova Carteira de Identidade Profissional Digital

Através da Resolução CFC 1.566/2019 foi aprovada a versão da Carteira de Identidade na versão digital dos(as) contadores(as) e técnicos(as) em contabilidade.

A carteira digital será disponibilizada de forma gratuita e será expedida por meio de aplicativo desenvolvido pelo Conselho Federal de Contabilidade.

A carteira digital será disponibilizada aos profissionais que obtiveram carteiras emitidas a partir do ano de 2007.

Para disponibilização da carteira digital, os profissionais que não se enquadrarem na condição acima deverão comparecer ao CRC da respectiva jurisdição para a coleta dos dados biométricos e de imagem.

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Artigos

O profissional da contabilidade e a “síndrome do incompreendido”

Nilton Facci e Gilmar Duarte da Silva – via e-mail 22.04.2019

Incompreensivelmente ainda existe a percepção de que as atividades inerentes à contabilidade são de valor irrelevante e/ou inacessível por ampla parcela da sociedade, inclusive dos empresários, a grande maioria clientes das empresas prestadoras de serviços de contabilidade.

Encontrar motivos para a desvalorização dos serviços contábeis é bastante fácil. Para exemplificar seguem os mais corriqueiros: “a culpa é dos empresários que não possuem conhecimentos, mesmo básicos, da contabilidade”; “a responsabilidade é dos funcionários das empresas, clientes dos contadores, que veem ‘o escritório´ como cumpridor ´apenas’ dos processos burocráticos ligados à apuração de impostos e da folha de pagamento”; “os verdadeiros culpados são os contadores que não se preparam para ser gestores e não sabem valorizar o próprio trabalho”; por fim, “o Governo que explora o contador, fazendo-o ser empregado deste sem remunerá-lo”. Certamente outras afirmações podem ser acrescidas a esta relação.

Seja de forma intencional ou crença genuína de suposto obstáculo, parte dos profissionais contábeis externa incompreensão do processo para transmitir os valores dos serviços contábeis, tanto para a sociedade como para os que a remuneram, ou seja, seus clientes.

O distanciamento entre os profissionais – contadores empresários – e clientes precisa ser encurtado para facilitar a comunicação e, consequentemente, o reconhecimento.

Outras atividades profissionais tais como advocacia, engenharia ou medicina são facilmente compreendidas pela sociedade – consequentemente, mais valorizadas -, mas com a contabilidade é completamente diferente, normalmente apenas compreendida pelos próprios contadores.

Esta afirmação pode ser verdadeira, mas também fantasiosa. Verdadeira porque a contabilidade tem regras simples, mas trabalhosas para aqueles que não a estudam. E fantasiosa, pois o que é incompreensível pela maioria das pessoas, torna-se mais valorizado. O mágico que utiliza truques inalcançáveis pela plateia conquista o respeito da mesma. A Teoria da Relatividade proposta pelo físico Albert Einstein é outro exemplo de conquista de grande notoriedade apesar da complexidade.

A atividade contábil desvaloriza-se quando parcela das empresas de prestação serviços contábeis presta o serviço de forma quase padronizada, básica ou até mesmo simplista, transformando-a em commodities, ou ainda a extensão da burocracia trabalhista, previdenciária e tributária das esferas governamentais municipal, estadual e federal.

A categoria contábil, especialmente os empresários, deveria, em sua totalidade, ir ao encontro de compreender mais e melhor a legislação e técnicas para prestar serviços de qualidade, mas significativa parcela prefere atrair clientes de rasa exigência, reduzindo substancialmente o volume de serviço e responsabilidades, atitude que leva à desvalorização.

Urge a questão: como o profissional da contabilidade, principalmente aquele proprietário da empresa contábil, deve agir para que o potencial teórico e prático seja colocado à disposição dos clientes e conquiste o respeito e a valorização, consequentemente melhor remuneração?

Justiça seja feita: é inegável que há profissionais da contabilidade acima da média, com capacidades construídas em estudos e experiências vividas, habilidades nas relações com empreendedores para perceber as necessidades de gestão para cada empresa, visão expansiva para a aprendizagem continuada e percepção de que a tecnologia da informação é ferramenta cada vez mais importante e necessária tanto para atividades rotineiras quanto na geração de mais informações de apoio ao processo decisório.

Os profissionais da contabilidade não podem ficar à espera de que empresários façam perguntas, pois às vezes nem sabem formatá-las, mas se antecipar na oferta de soluções dos problemas comuns ao meio dos empreendedores, sócios, investidores ou administradores das pequenas e médias empresas, que correspondem a aproximadamente 94% das pessoas jurídicas no Brasil.

Este grande grupo necessita do apoio do profissional contábil, que poderá contribuir com preço menor, pois já detém fartas informações necessárias para formatar a assessoria.

Algumas das dificuldades comuns aos pequenos e médios empresários: convivência com sócios, dificuldade nas relações com clientes e fornecedores, problemas nas relações com funcionários, problemas nas relações com fiscalização tributária, trabalhista e ambiental.

Nesses casos, o profissional contábil é constituído como pessoa de confiança, e que nele o cliente pode apresentar suas dúvidas. Outros problemas manifestados por empresários, mais próximos da profissão contábil, tais como incompreensão da legislação ambiental, trabalhista e fiscal, desconhecimento dos controles financeiros necessários, dificuldade para formatar os custos e o preço de venda.

Portanto, são os profissionais da contabilidade, com a estrutura organizacional das empresas prestadoras de serviços contábeis que estão com a “bola na marca do pênalti” e são reconhecidos como “batedores oficiais”, mas para isso precisam buscar, além da constante atualização sobre normas contábeis e legislações previdenciárias, trabalhistas e tributárias, conhecer ainda mais o cliente, aproximar-se dele e ofertar sua parcela de contribuição, obviamente remunerados.

Por fim, os profissionais da contabilidade, independentemente de ser ou não compreendidos pela sociedade ou até por parte dos clientes – embora pareçam não ter importância fundamental -, devem fazer o que todo empresário faz: não perder tempo com lamúrias, mas explorar a necessidade e oferecer serviços adequados, pois esta é a regra do sucesso: proporcionar além daquilo que a demanda espera.

Nilton Facci é professor de Contabilidade Tributária no curso de Bacharel em Ciências Contábeis na Universidade Estadual de Maringá. Atua como docente em cursos de Pós-Graduação na área de Gestão Tributária. Mestre em Controladoria e Contabilidade pela Universidade Norte do Paraná – UNOPAR. Doutor em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas – São Paulo. Pesquisador nas áreas de Planejamento Tributário e Gestão Pública. Autor das obras Lucro Real, Presumido ou Simples e Economia Tributária – Estudo de Casos.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Notícias de Contabilidade, Notícias e Enfoques

Aprovado Novo Código de Ética Profissional do Contador

Através da Norma Brasileira de Contabilidade NBC 1/2019 o Conselho Federal de Contabilidade determinou as novas normas relativas ao Código de Ética Profissional do Contador.

Dentre os deveres do profissional, estão o sigilo, zelo, diligência, honestidade, independência profissional, entre outros.

O profissional deve observar, no que couber, o Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que concerne à informação adequada e clara sobre os serviços a serem prestados, e a Lei de Propriedade Industrial que dispõe sobre crimes de concorrência desleal.

A nova norma entra em vigor no dia 01.06.2019.

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Benefícios da capacitação profissional

por Gilmar Duarte – via e-mail – 19.11.2018

Qualificação e capacitação profissional parecem ser a mesma coisa, mas são diferentes. Na qualificação, raramente a empresa contribui, pois o indivíduo faz a opção quando é jovem, mas poderá investir na capacitação.

A QUALIFICAÇÃO profissional compreende a base do conhecimento para a pessoa se preparar para exercer uma profissão, como o curso de contabilidade para o contador, engenharia para o engenheiro, pedagogia para o professor, medicina para o médico, direito para o advogado e assim por diante.

Portanto, se trata do aprendizado especifico para determinada profissão que o permita inserir-se no mercado de trabalho e ganhar o seu sustento e dos familiares, ou, ainda, aos que têm objetivos maiores, para fazer algo que contribuam na melhoria do mundo. Sendo assim, a escolha da qualificação profissional deve nascer com a análise das necessidades da sociedade e, hoje, mais do que nunca, em função da velocidade da evolução, pois quando formado, a profissão poderá já não mais existir.

Por outro lado, a CAPACITAÇÃO fomenta o crescimento constante, focado no aprimoramento e  na evolução das habilidades e capacidades técnicas, emocionais e comportamentais. Desta forma, normalmente esta etapa vem após a qualificação e são empregados períodos de tempo mais curtos da vida, periodicamente, devem ser retomadas. É possível afirmar que a capacitação objetiva o desenvolvimento, com competência, da qualificação profissional escolhida.

Entidades como as associações empresariais, associações culturais e profissionais, empresas privadas, escolas profissionais, entre outras, fazem um papel importante na capacitação e assim, completam as carências existentes na formação profissional básica. Por definição, nada mais é que convocar funcionários comuns e por meio de cursos, workshops, palestras e afins, contribuir para que adquiram maior qualificação, uma vez que além de ser importante para o empregado, traz inúmeros benefícios  para a empresa, conforme listados no final deste artigo.

As empresas buscam constantemente a redução de custos, portanto preferem contratar profissionais já formados para evitar gastos (muitas empresas consideram investimentos) com a preparação. Contudo, tal prática poderá ser sinônimo de gastos maiores pelo profissional pronto, ou ainda, sua disponibilidade seja decorrente de inaptidão.

Em contrapartida, ao treinar o colaborador, é possível que ele aspire  à um aumento salarial ou procure outra empresa que o remunere melhor. Pode parecer estranho, já que foi a sua empresa que investiu no treinamento para que estivesse apto para aquela função, mas se a produção aumentou, faz-se necessário seu reconhecimento. Bom ou ruim, sabe-se que são estas as regras do jogo no mercado capitalista da oferta e procura.

Os benefícios do investimento em capacitação são muitos, tanto para o empregado, como para a empresa. Vejam alguns que já justificam tomar a decisão de investir em seus colaboradores:

  • Profissional mais capacitado para desenvolver as tarefas;
  • Uso mais racional dos materiais e/ou recursos;
  • Ambiente de trabalho mais prazeroso, pois o profissional se sente valorizado;
  • Aumento da produtividade e consequentemente do lucro;
  • Profissionais mais dedicados, atentos e motivados;
  • Retenção de talentos.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Contabilidade

Tratamento Contábil – Retenções na Fonte – Lei 10.833/2003

As retenções na fonte devem ser tratadas, contabilmente, como passivos, já que o valor deve ser recolhido como obrigação tributária.

As empresas devem observar, neste tocante, as regras estabelecidas para pagamentos a pessoas jurídicas relativos a serviços de limpeza, conservação, segurança e locação de mão de obra, serviços de factoring, bem como relativos a serviços profissionais (art. 30 da Lei 10.833/2003)

As retenções havidas são contabilizadas a débito do fornecedor e a crédito de obrigações tributárias, em contas especificamente nominadas a este fim.

Exemplo:

D – Limpa Higiene Ltda (Fornecedores)

C – Tributos Retidos a Recolher (Obrigações Tributárias)

Aprofunde seus conhecimentos, acessando os seguintes tópicos no Guia Contábil Online:

Uma explanação prática e teórica sobre retenções das  contribuições sociais e retenções previstas por Lei e normas correlatas - INSS, PIS, COFINS e CSLL. Clique aqui para mais informações. Manual de Retenções das Contribuições Sociais 

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Profissional contábil atua cada vez mais como consultor dentro das empresas

Um mero entregador de guias para o cliente. Esse era, em resumo, a visão que se tinha do papel do profissional contábil até um passado recente e, de certa forma, não era totalmente equivocado.

No entanto, a demanda do cliente atual é muito mais complexa e neste novo cenário de transformações constantes, o contabilista trocou o papel passivo pelo de consultor, direcionando de forma estratégica as ações de uma pequena ou grande empresa e, conseguindo assim, obter êxito, inclusive, em momentos delicados como o da economia atual.

Segundo o vice-presidente do Sescap-Ldr (Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e de Serviços Contábeis de Londrina e Região), Euclides Nandes Correa, “as mudanças vêm da necessidade do mercado em receber informações cada vez mais rápidas e detalhadas para tomadas de decisão. Todas as obrigações acessórias que o fisco exige das empresas estão sendo cumpridas por meio de programas de processamento de dados, que tratam as informações e as remetem ao órgão competente”.

Correa reforça que as empresas utilizam cada vez mais de tecnologia para auxiliar seus gestores no processo decisório. “Vimos claramente isto na implantação dos ERP´s que são sistemas integrados de gestão empresarial, onde são gerados os dados em seus diversos módulos e departamentos das empresas. A base de todo este trabalho são as informações contábeis, administrativas, trabalhistas, tributárias e fiscais, e o objetivo é a estruturação da contabilidade e a geração de seus relatórios”.

O vice-presidente da entidade acredita que este cenário obriga os profissionais da área a se atualizar e estudar assuntos correlatos à contabilidade, ao mercado financeiro, sistema de tributação e à tecnologia que envolve todos estes temas, “pois é ele o profissional responsável pela coordenação e assessoramento desta estruturação”.

Para o diretor do Sescap-Ldr, Marlon Marçal, o grande público do profissional contábil são as pequenas e médias empresas e o seu papel como consultor para essas empresas deve ocorrer por meio do fornecimento de ferramentas, treinamentos e aconselhamentos. “As ferramentas são controles básicos que podem auxiliar nas informações financeiras como o controle de fluxo de caixa, conciliação bancária ou a demonstração do resultado por custeio variável. Os treinamentos devem ocorrer para ensinar e/ou aprimorar o conhecimento do empresário sobre a utilização das ferramentas. Já o aconselhamento refere-se à assessoria do dia a dia, por exemplo, qual a melhor forma de captação de crédito, decidir entre comprar ou alugar um imóvel, comprar a vista ou parcelado, aproveitar ou não uma promoção de um fornecedor, etc”.

Contudo, apesar da importância deste serviço hoje dentro da contabilidade, o vice-presidente explica que na prática, para que isso ocorra, são preciso mudanças internas nos escritórios contábeis. “Como as obrigações fiscais tomam muito tempo do trabalho, as estruturas das empresas de contabilidade tradicionais não estão preparadas para prestar os serviços de consultoria. Para o contador especializar na consultoria, deverá estruturar esta área em sua empresa, pois precisará ter metodologia e desenvolver habilidades e ter conhecimentos específicos nos negócios”, enfatiza.

Fonte: FENACON – Sescap-Ldr (Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e de Serviços Contábeis de Londrina e Região)

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Reforma Trabalhista e eSocial Trazem Desafios para 2018

Profissionais devem investir em aperfeiçoar qualificação e desenvolver competências multidisciplinares para atender às demandas que serão cobradas da categoria

Se 2017 foi um ano de muitas mudanças para os profissionais de contabilidade, do departamento de pessoal e de recursos humanos, principalmente no que diz respeito à legislação trabalhista, 2018 promete desafios ainda maiores.

É hora de arrumar a casa, adequar processos, buscar soluções inovadoras e entender mais do negócio.

Afinal, com a entrada do eSocial e a automatização do envio das obrigações trabalhistas e previdenciárias, as atividades operacionais requerem o auxílio de novas qualificações que o profissional de contabilidade tem que incorporar ao seu perfil.

Nesta seara, entre os principais desafios para o profissional contabilista estão a mudança de cultura e a conscientização dos seus clientes, avalia Marcia Ruiz Alcazar, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC-SP).

“Primeiro porque, na prática, o eSocial exige que se cumpram todas as regras vigentes, porém, de forma digital. Será exigida uma atenção maior por parte do empregador. Os erros serão mais difíceis de serem corrigidos e é preciso ter muito mais qualidade no envio das informações a serem declaradas”, complementa.

“Esta adequação envolve tanto mudanças em procedimentos operacionais na área pessoal, como mudanças envolvendo sistemas de informática, bem mais complexos, e principalmente o envolvimento e entendimento dos clientes quanto a estas novas normas e processos”, explica a presidente.

Certamente as atividades operacionais não deixarão de ter espaço, pois na prática estão mantidas todas as etapas envolvendo as rotinas trabalhistas, como admissões, férias, rescisões, afastamentos, documentos e cálculos trabalhistas.

O que muda, comenta Márcia, é que estes processos devem seguir estritamente os prazos legais, por exemplo, no registro da admissão do funcionário.

“Existirá uma mudança significativa na forma de processamento das informações. Dados que eram retrabalhados anualmente passam a ser informados no dia a dia, com fechamento mensal. Isso acontecerá, por exemplo, no caso da DIRF, entre outras. Sem dúvida, isso trará uma integração muito maior com todos os processos de controle social e, em contrapartida, exigirá uma qualidade da informação de altíssimo nível. Os profissionais deverão ser mais especialistas nas questões trabalhistas e os serviços auxiliares com baixa qualificação técnica perderão espaço”, pontua a presidente.

“Além disso, estes eventos serão compartilhados com o eSocial em tempo real, de forma que passa a ser necessário um controle rigoroso da execução dos trabalhos e do envio para o sistema, bem como a validação completa de dados cadastrais, que podem gerar problemas no envio das informações para o eSocial”, diz.

Desafios

As dificuldades que ainda estão por vir serão inúmeras. “Por mais preparados que possamos estar, dependemos de fatores externos e alheios à nossa vontade. Por exemplo, a infraestrutura tecnológica oferecida ainda é instável e o sistema cai por congestionamento, impossibilitando a transmissão dos arquivos. Não cumprir prazos gera penalidades e isso exigirá mobilização das entidades organizadas dos diversos setores econômicos para reivindicarem as concessões necessárias”, indica Márcia, acrescentando que prevê que os profissionais irão vivenciar essa situação daqui a cinco anos, quando as multas pela falta de entrega começarem a ser expedidas pela Receita Federal.

“Se as grandes empresas tiveram dificuldades, em um ambiente com recursos e equipe abundantes, imagine no ambiente das pequenas e médias empresas onde tudo é mais difícil e escasso”, pondera.

Lembrando que o eSocial é totalmente executado em ambiente tecnológico que precisa estar bem definido e formatado para que os resultados sejam obtidos com segurança e rapidez, a presidente do CRC-SP, avalia que este mesmo ambiente tecnológico (sistema) pode e deve ser utilizado como ferramenta de gestão, acompanhando os trabalhos executados, analisando a produtividade da equipe, monitorando prazos e servindo de ferramenta para alinhamento e melhoria de processos executados.

“Com essa nova plataforma de controle social, o Sped e-Social, o conceito de uma única entrada de dados suprindo todos os processos fica muito mais fortalecido. Nesse sentido, a tecnologia ajuda a definir padrões, evita interpretações equivocadas, simplifica a linguagem e aumenta a capacidade operacional”, diz.

Fonte: Fenacon – 25.04.2018

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Manual Versão 2.4 – A partir de Março/2018

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Casa de Ferreiro, Espeto de Pau!

por Gilmar Duarte – via e-mail 19.02.2018

A profissão de ferreiro já foi de grande importância para a produção de ferramentas para as tarefas diárias da humanidade. Mas nem todos se aproveitavam para o uso próprio.

As atividades precisam ser acompanhadas constantemente e o desempenho mensurado, pois com a medição periódica é possível atestar o mal desempenho, necessidade de mudar e/ou constatar que está fluindo de acordo com o planejamento.

A saúde das crianças recém-nascidas tem o acompanhamento mensal e imediatamente são tomadas medidas emergenciais se surgir qualquer complicação. Conforme o crescimento torna-se dispensável o acompanhamento tão próximo, mas periodicamente deve retornar ao médico. Já após os quarenta anos de idade é pertinente fazer o checkup anual e conforme o tempo passa a quantidade de exames aumentará.

Um atleta que deseja melhorar seus tempos, distância, força etc. para alcançar os pódios precisa registrar as marcas, analisar os resultados e implementar correções nos treinos para que no dia da prova alcance as metas. Receber o prêmio da primeira colocação pode ser o alvo, mas antes deverá passar por inúmeras etapas.

Isso também acontece em quaisquer outras atividades tais como nas entidades filantrópicas, governamentais e é claro nas empresas com a finalidade de crescer e obter lucro.

Medir as marcas atingidas e comparar com a média da concorrência (atleta ou empresas) não é sinônimo de sucesso, mas é necessário para conhecer como está o desenvolvimento e para proceder ajustes no formato da atividade, quando for preciso.

As empresas sabem da importância do balancete e demais demonstrativos ao final do mês, mas algumas não conseguem implementar e, portanto, desconhecem o desempenho nos diversos períodos. O ferreiro que utilizava espeto de pau para o uso particular é por que não acreditava na eficiência daquela ferramenta?

O empresário contábil tem habilidade para efetuar os registros dos atos e fatos patrimoniais, bem como analisar o desempenho com base nesses demonstrativos, pois esta foi a graduação e é este o serviço que presta aos clientes.

Esse profissional consegue compreender a saúde econômica e financeira das empresas com a simples leitura das Demonstrações Contábeis, inclusive com as relevantes Notas Explicativas.

Os Demonstrativos para o contador é como o espeto para ferreiro: sabe fazer e utilizar. Por que alguns ferreiros preferiam não valer-se do espeto de pau? As alegações eram muitas: não sobrava tempo para fazer o seu; custava caro, então preferia fazer somente para vender; fazia o espeto, mas considerava que poderia ser substituído por um simples de pau; ou acreditava que o espeto de ferro tirava o sabor do churrasco. Independente da alegação o que era transmitido ao mercado é que o profissional não acreditava no produto.

Sabe-se que há empresários contábeis que fazem apenas a “contabilidade fiscal”, ou seja, aquela exigida para atender os órgãos fiscalizadores e nunca a utiliza como ferramenta de gestão empresarial.

Quando isso acontece o grande prejudicado é o próprio empresário, pois perde inúmeras informações acerca da evolução do seu negócio e poderia fazer ajustes para que o desempenho seja melhor.

“Empresa de contador, demonstrativos inexistentes” é um lema que não deveria acontecer na prática, ao menos, para aqueles que consideram que “casa de ferreiro, espeto de pau” seja o sinônimo de profissional relapso.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e empresário do ramo contábil.

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Honorários Contábeis são Dedutíveis no Livro Caixa

Para fins de IRPF, as despesas relativas a pagamento de serviços contábeis e de honorários advocatícios serão dedutíveis como despesas de custeio, para o profissional liberal que tributa seus rendimentos utilizando o Livro Caixa.

É condição que referidas despesas sejam necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora.

Ressalte-se que cabe ao contribuinte realizar este enquadramento e manter em seu poder, à disposição da fiscalização, a respectiva documentação comprobatória enquanto não ocorrer a prescrição ou decadência.

Base: Artigos 75 e 76 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – Regulamento do Imposto Sobre a Renda (RIR/1999) e Solução de Consulta Cosit 638/2017.

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Bons Profissionais para Bons Clientes!

Por Gilmar Duarte

Em todas as atividades existem profissionais de variados níveis e é essa diferença que implicará no valor financeiro do serviço prestado. Assim como há diferentes níveis de profissionais, também há níveis diferenciados de clientes.

Oferte o que possui de melhor e cobre o valor que julgar justo. Se o cliente sugerir um valor que você considera indigno, analise se ao aceitá-lo ofertará trabalho igualmente indigno.

Vivemos numa colossal sociedade capitalista, que tem como principal objetivo – muitas vezes único – a conquista de lucros sob qualquer pretexto. Enganar o cliente repassando serviços destoantes do prometido pode gerar lucro imediato e encerrar a relação comercial ali mesmo, no primeiro trabalho.

Para ser duradouro, o relacionamento cliente e fornecedor vai além de valores desprezíveis, caso contrário pode se tornar tão gélido quanto o ar polar.

Há empresários que, desconhecendo a importância, as responsabilidades, os riscos e a assessoria oferecida por um bom contador optam por fazer o orçamento do serviço contábil de suas empresas pelo telefone ou internet, e acabam selecionando aquele de menor preço, sem ao menos terem conhecido o profissional, as instalações físicas e referências do escritório, entre outros cuidados.

Alguns empresários reclamam da ineficiência do seu contador e preferem nem conversar com este profissional por considerá-lo desprovido de conhecimentos. Serão todos assim?

Os clientes que valorizam a assessoria de bons profissionais buscam empresas contábeis que possuam história, que sejam formadas por especialistas, estejam instaladas adequadamente e ofereçam referenciais.

Um profissional com estas características tem um valor diferenciado, tanto no preço financeiro quanto na qualidade do trabalho. O custo benefício é altamente concreto.

Os colegas empresários contábeis por vezes ficam decepcionados com o mercado em virtude da concorrência desleal, que acaba sugerindo a inexistência de motivos para continuar na luta pela prestação de serviços contábeis com qualidade.

Afirmo a esses colegas que há muitos clientes interessados em trabalhos de excelência, mas é preciso que os benefícios oferecidos sejam muito bem apresentados.

Invista em si mesmo. Delegue as funções rotineiras e torne-se um gestor, um empresário contábil, pois ao final os bons contadores vencerão e o preço será medido com a régua da aptidão, competência, habilidade e talento do profissional.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e empresário do ramo contábil.

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