Contabilidade

Nota de repúdio à reportagem do Portal UOL

O SESCON-SP, alicerçado em manifestações de muitos de seus representados, e com a firme convicção do papel fundamental da contabilidade para o desenvolvimento das empresas, vem a público repudiar o conteúdo da reportagem “Está caro pagar contador? Startups oferecem alternativa mais barata online”, veiculada pelo Portal UOL na última segunda-feira, 6 de maio.
O referido texto apequena a Contabilidade ao subestimar o seu papel estratégico para as empresas e colocar o preço como único critério para a contratação dos serviços. Outro equívoco é considerá-la apenas como um mero ato burocrático e cumprimento de obrigações acessórias.
A Contabilidade é muito mais que uma automação de processos, como induzido ou minimizado no texto. Contabilidade é uma ciência que serve como alicerce para a boa gestão e a tomada de decisão empresarial. Não se trata, portanto, de um custo, mas de um investimento, já que a ciência contábil é que oferece condições para planejamento, controle, prospecção, organização, elaboração e conquista de objetivos empresariais.
Nos últimos anos, como representante da categoria empresarial contábil em São Paulo, o SESCON-SP tem acompanhado as evoluções tecnológicas e seus impactos em nossa atividade. Hoje, pode-se dizer que Contabilidade e tecnologia estão intrinsecamente relacionadas e a utilização do universo virtual é fundamental para o exercício da atividade e também para o relacionamento entre empresa/contador e cliente.
Porém, esses processos burocráticos automatizados não podem ser considerados ou chamados de serviços contábeis. Fazer contabilidade implica atuar preventivamente, conhecer a fundo a rotina do cliente, oferecer análises, fazer comparativos, prospecções, tudo com o intuito de municiar os empresários com todas as informações para auxiliá-los no desenvolvimento da sua empresa.
A tecnologia é uma grande aliada para o empreendedorismo, para a Contabilidade, para todas as profissões e atividades, entretanto, ela nunca substituirá a complexidade da inteligência e dos relacionamentos humanos. Qualidades como empatia, bom senso, sentimento, intuição, perspicácia e sagacidade, que profissionais de contabilidade bem preparados utilizam rotineiramente, nenhuma tecnologia consegue substituir.
Cabe aqui o nosso alerta ao viés utilizado na elaboração da referida matéria, pois o mesmo poderá induzir o leitor à contratação equivocada de uma assessoria contábil. O artigo minimiza a importância do profissional contábil, reduzindo-o apenas à questão do mais “caro” ou menos “caro”. Portanto reforçamos, o profissional contábil, aliado ao uso da tecnologia é peça estratégica para a sobrevivência e o desenvolvimento de qualquer negócio neste país.
Reynaldo Lima Jr.
Presidente do SESCON-SP e da AESCON-SP
Notícias de Contabilidade

Parabéns Sescon-AM – 17 Anos de Bons Serviços aos Contabilistas!

Sescon-AM

Nossa equipe quer parabenizar o Sescon Amazonas, pela qualidade dos serviços prestados à comunidade profissional contábil, são 17 anos atendendo a classe dos contabilistas!

Notícias e Enfoques

Nota de Repúdio a Jornal de Santa Catarina por Ofender a Classe Contábil

JOINVILLE-SC, 9 DE JUNHO DE 2014.

NOTA DE REPÚDIO

A/C Sr. Diretor Geral do Jornal Alto Vale Notícias – Sr. Cleber Roberto Paul

Prezado(a) Senhor(a),

SESCON/SC – SINDICATO DAS EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS e DAS EMPRESAS DE ASSESSORAMENTO, PERÍCIAS, INFORMAÇÕES e PESQUISAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA e FECONTESC – FEDERAÇÃO DOS CONTABILISTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA, na qualidade de entidades sindicais representativas dos interesses das empresas de contabilidade e dos profissionais contabilistas no Estado de Santa Catarina, tendo conhecimento de matéria jornalística publicada por este veículo de imprensa e assinada pelo Sr. Edson de Andrade, vem MANIFESTAR-SE sobre os fatos e fundamentos mencionados no artigo, conforme adiante exposto.

Inicia a matéria abordando a problemática do sistema tributário nacional, com seu complexo arcabouço de normativas e regulamentos. Prossegue referindo-se aos profissionais da área contábil, dentre eles o contador, expressando, com as palavras do autor, que são contratados  para “enganar, ludibriar, mentir” para a autoridade fiscal, deixando claro que uma das dificuldades da profissão seria a de “lidar com a máquina de mentir para o fisco”.

Contudo, além de degradar, menosprezar e humilhar a função e a importância do contador no seio da sociedade brasileira, passando a imagem de que seu objetivo último seria unicamente omitir informações da fiscalização tributária, tais referências têm por efeito deixar claro ao público leitor e à população em geral que a atuação de todo profissional da área contábil ocorreria de forma antiética e com total falta de responsabilidade para com a verdade dos fatos ocorridos nas entidades empresariais, em completo desrespeito às conquistas históricas da profissão, que remontam a milênios da civilização mundial.

Adicionalmente, as menções referidas no artigo deixam de lado a aplicação dos mais elementares Princípios Contábeis a que estes profissionais estão obrigatoriamente submetidos, nos termos dos art. 1º, parágrafo 1º, e 11, da Resolução 750/93, do Conselho Federal de Contabilidade, dentre eles, os Princípios da Oportunidade; do Registro pelo Valor Original com base na variação do custo histórico; o da Competência e o da Prudência, cuja não observância pelo profissional contábil o sujeita a penalidades civis, disciplinares e penais.

Por mais que um dos objetivos do artigo seja a crítica ao Sistema Tributário Nacional, o profissional da área contábil tem como responsabilidade o estrito cumprimento das normas previstas na legislação brasileira e internacional, eis que, na máxima aplicável à profissão, o contador “apenas registra fatos”, estando terminantemente proibido de criar ilações para “enganar, ludibriar ou mentir para fisco”.

Prova disto é o reconhecimento da contabilidade brasileira como uma das mais avançadas do mundo, em estrita consonância com as Normas Internacionais de Contabilidade, o que também permite reconhecer a capacidade do profissional contábil em trabalhar com o amplo arcabouço legislativo tributário nacional, mormente as Leis relativas ao Combate à Lavagem de Dinheiro, ao Novo Regime Tributário Nacional (em substituição ao RTT), ao aumento do número de Obrigações Acessórias (através do Sistema Público de Escrituração Digital – SPED), dentre outros, contribuindo sobremaneira para a atividade fiscalizatória do Estado.

Destacamos que o SESCON/SC, a FECONTESC, suas empresas e profissionais representados condenam terminantemente quaisquer práticas ilícitas e antiéticas objetivando a fraude da legislação tributária.

Desta forma, como representantes orgulhosos de todas as empresas e profissionais de contabilidade no estado de Santa Catarina e com a serenidade de admitir que, como em qualquer outra profissão, existem as exceções menos valiosas, entendemos que a generalização manifestada por meio da referida matéria atinge a honra e a moral de toda a classe contábil catarinense e brasileira, composta por milhares de contadores e profissionais contabilistas, o que, definitivamente, não pode ser aceito ou desconsiderado.

Pensar-se o contrário, estaria evidenciada grave ilegalidade, abuso do direito à liberdade de imprensa e desrespeito à imagem e à dignidade profissional do ser humano, como princípios petreamente consagrados no art. 5º, IV, V, X, da Constituição Federal do Brasil, devendo ser rechaçados por todos os órgãos de classe e veículos de comunicação.

Cordialmente,
SESCON/SC
SINDICATO DAS EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS, ASSESSORAMENTO,
PERÍCIAS, INFORMAÇÕES e PESQUISAS NO ESTADO DE SANTA CATARINA

_______________________________________
Eugenio Vicenzi
Presidente

FECONTESC – FEDERAÇÃO DOS CONTABILISTAS DO
ESTADO DE SANTA CATARINA

______________________________________
Tadeu Oneda
Presidente

Artigos

Líderes antigos e acomodados ou jovens sedentos por mudança?

O raio-X das empresas contábeis no Brasil revelado pela PNEC demonstra que o setor carece de verdadeira atenção de seus representantes. No entanto, a impressão que fica é que estes líderes estão noutro mundo de preocupações.

Basta acessar os diversos blogs na internet para constatar o clamor dos contadores por auxílio daqueles que ocupam cargos de representantes da classe, mas seus anseios ficam sem respostas e ações.

Nesta semana pude ler diversas mensagens desencontradas conclamando a interferência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Conselho Regional de Contabilidade (CRC) ou qualquer outro órgão que promova algum evento para debater as dificuldades da classe, especialmente financeiras, para juntos encontrar soluções para honorários mais justos capazes de viabilizar a prestação de serviços com mais qualidade.

Infelizmente o que vemos são honorários cada vez mais achatados para tentar manter o cliente, atitude que piora ainda mais o mercado, pois sem recursos é impossível investir no negócio, baixando de vez o padrão do serviço.

A Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) revelou claramente a situação acima exposta, ou seja, os salários dos colaboradores tiveram que ser aumentados para que os clientes e as empresas de softwares não os tomem.

Hoje o custo médio de um colaborador está acima de R$ 2 mil (é um resultado para comemorar, não fossem os baixos honorários). O honorário médio pago pelos clientes é R$ 562,52, o que obriga a existência de uma vasta carteira de clientes.

As empresas contábeis são formadas, em média, por nove colaboradores e 80 clientes, então cada colaborador é responsável por praticamente 10 empresas.

Mesmo assim o faturamento caiu, na afirmação de 33% dos que responderam a PNEC. O pior é que o lucro líquido também baixou, segundo 44% dos empresários contábeis que colaboraram com a pesquisa. E como está a inadimplência, as contas vencidas há mais de 30 dias divididas pelo faturamento de um mês? Este é outro assunto que descabela os empresários contábeis. Vejam que os cheques sem fundos em março atingiram o patamar de 2,21%, segundo a Serasa Experian, e isto tem assustado. As empresas de contabilidade, que muitas vezes são as últimas a serem lembradas de pagar, têm experimentado quase 11% de inadimplência.

A classe contábil no Brasil é expressiva – são quase 500 mil contabilistas e mais de 80 mil empresas de contabilidade -, formada na maioria por jovens com idade média de 29 anos, 57% graduados e 64% dos profissionais são do sexo feminino.

Estes ingredientes todos estão fazendo a “água borbulhar” e irão eclodir para se adequar aos novos tempos. O primeiro deles será a substituição dos líderes antigos e acomodados por jovens sedentos por mudanças.

Vamos substituir nossos representantes, que se encontram desmotivados, por pessoas trabalhadoras e comprometidas com a base da classe contábil?

Gilmar Duarte da Silva é empresário contábil, palestrante e autor do livro “Honorários contábeis. Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado”.

Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações. Como Fixar Honorários Contábeis 

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